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Fazer oposição é bom, mas às vezes é ruim!

22/01/2010

Desculpem, mas não deu para resistir. Havia deixado de lado por uns dias as discussões relacionadas à gestão da Prefeitura de Manaus para abordar outros temas de relevância para o Amazonas. Aí aparece um assunto que me motiva mais uma vez a tomar um posicionamento “polêmico” e que vai desagradar muita gente.

A história: A Prefeitura Municipal anuncia uma licitação que prevê um investimento de R$ 93 milhões de reais em mobilidade urbana na cidade. Estes recursos, que fazem parte do “pacote” de apoio federal para as cidades sede da Copa 2014, deverão ser aplicados na reorganização do caótico trânsito de Manaus. Trata-se de praticamente toda a modernização de sinalização (atualmente indecente!) como: placas luminosas especiais; pinturas e demarcações com materiais mais duráveis e eficientes; sistemas mais modernos de controles eletrônicos de fluxo, velocidade e avanço de sinal; implantação de modernos semáforos de “led”, que também passarão a ser inteligentes, criando as chamadas “ondas verdes”; centros de controle de trânsito, para um permanente monitoramento dos congestionamentos; faixas de pedestres iluminadas com sistema de alarme, etc..

E isso é bom ou ruim? O trânsito de Manaus já não merece uma solução moderna e definitiva? A atual situação está ou não irritando e prejudicando os cidadãos usuários deste sistema viário? Quer dizer que não é caro gastar R$ 90 milhões em um viaduto, mas é caríssimo gastar o mesmo em uma solução de organização de tráfego e trânsito em TODA A CIDADE? Os recursos federais que financiam este projeto devem ser gastos em Cuiabá, Belo Horizonte ou Rio de Janeiro e não em Manaus?

O fato: A oposição, liderada pelo PSB do ex-prefeito Serafim, faz um movimento, obviamente motivados pelo “espírito público”, para impedir um suposto esquema que beneficiaria determinada empresa e que, segundo informações “privilegiadas”, ganharia a licitação. Denunciou a oposição que já estava tudo acertado para que a empresa CONSLADEL vencesse o certame. Pronto! Uma bomba! Um dos jornais da cidade publica o “furo” na primeira página e um juiz acata um mandato de segurança suspendendo a licitação. Logo a oposição brada: VITÓRIA! Derrubamos mais uma!

Ah, que ótimo! A grande vitória é atrapalhar um processo que pode resultar na solução e alívio de centenas de milhares de motoristas, pedestres, passageiros de ônibus, todos vítimas do caos que se transformou o trânsito desta cidade. No final, o que me parece é que, para a oposição, o bom é continuar do jeito que está.

O detalhe: Só um detalhezinho que ninguém “investigou” é que esta previsão, de que a empresa acima venceria a licitação, não partiu de nenhuma informação de surdina (privilegiada!). O edital previa que sete dias antes da abertura do certame, as empresas que tivessem interesse em participar deveriam apresentar as amostras dos seus produtos, para que técnicos da Prefeitura e do IMTT avaliassem a qualidade e certificassem que as condições essenciais do eventual vencedor atenderiam às exigências que a cidade necessita (medida prudente para evitar prejuízo ao erário). Adivinhem quantas empresas fizeram isso! Apenas uma! A tal da CONSLADEL! Portanto não precisava ser nenhuma “mãe Dinah” para imaginar que esta empresa seria a vencedora da licitação. Alguma ilegalidade nisso? Hein? Não. E tão pouco houve qualquer mérito na atitude da oposição, de denunciar o suposto “esquema”, vez que somente esta empresa apresentaria uma proposta “qualificável”. Cai por terra, portanto, a tese de qualquer direcionamento!

Minha opinião: Se cada vez que a prefeitura tentar implantar soluções para os crônicos problemas de Manaus, a “oposição” se mantiver nesta posição de bloquear as ações, sem distinguir o que é bom ou ruim para a cidade, quem sairá perdendo é o povo. É muito fácil jogar pedras no Prefeito, acusando-o de não cumprir com as promessas feitas na campanha, mas, na prática, tentar inviabilizar que elas sejam cumpridas! Sem dúvida melhorar o trânsito é uma delas.

O que vão argumentar:Não, Seu Paulo, a função da oposição é estar atenta, de olho, fiscalizando a Prefeitura e o Prefeito!“. Eu concordo! Tem que fiscalizar mesmo. Mas prejudicar a cidade? Aí é “politicagem”, não fiscalização. Acham errada a solução? Proponham uma alternativa!

Ademais, imaginar que se constitui em “atentado a moralidade pública” o fato de apenas uma empresa ter interesse em realizar o projeto, por este valor, é confirmar que na licitação promovida pelo então Presidente do IMTU, o atual vereador de “oposição” Marcelo Ramos (PSB), foi cometido o mesmo “atentado”, já que ele homologou e assinou contrato com a única participante do certame que definiu o Consórcio Transmanaus para explorar, literalmente, o sistema de transporte coletivo de Manaus.

Quer dizer que naquela época podia? Quero crer que também não houve nenhuma ilegalidade, apesar de, na época, o fato ter “estampado” as primeiras páginas dos jornais, após eu ter anunciado antecipadamente que as atuais (e de sempre) empresas de ônibus venceriam aquela licitação. Sabe do que me chamaram? Vereador “Mãe Dinah”.

Querem saber a diferença na prática? Olhem o resultado do caos no atual sistema de transporte “criado” pela atual oposição.

Bom dia a todos!