Archive for the ‘Eleições 2010’ Category

Ufa! Acabou a eleição. De volta ao Blog.

03/11/2010

Pronto. O Brasil já tem um novo Presidente. Na verdade, a primeira Presidenta da nossa história. O Amazonas reelegeu Omar Aziz que venceu de forma consagradora, após sua frustrante, porém necessária, participação nas eleições municipais de 2008. No Congresso Nacional a grande novidade para nós amazonenses será a ausência temporária do grande Senador Arthur Virgilio Neto.

Neste momento confesso estar pouco inspirado para analisar as consequências práticas do resultado final destas eleições, até porque a prudência recomenda aguardarmos a diplomação e posse dos eleitos. Muitos que acompanham o processo político à distância ou apenas durante as eleições entendem que o processo eleitoral terminou. Não é bem assim… Lamentavelmente ou não, as fases seguintes, como a prestação e aprovação de contas, julgamentos das denúncias e processos de crimes eleitorais e as investigações judiciais que estão apenas começando, costumam mudar o quadro dos eleitos. Vamos aguardar até janeiro do ano que vem para observarmos um quadro mais definitivo.

Aos que de forma legítima venceram as eleições, fica aqui meus parabéns! Aos demais, como cidadão e democrata, aguardo a justiça.

Sei que neste momento tenho um árduo caminho para recuperar o interesse dos meus leitores. Peço desculpas por esta ausência prolongada. Compreensível, se levada em consideração a difícil situação de saúde que passei nos últimos meses, na luta que tive para enfrentar uma bactéria de contaminação hospitalar. Momentos de reflexão, renunciei ao sonho da minha própria candidatura a Deputado Federal, ainda nos primeiros dias da campanha. Enfim, boa parte desta história muitos já conhecem.

Quero aproveitar e agradecer publicamente todas as manifestações de carinho e solidariedade que tive dos amigos, familiares, colaboradores, simpatizantes e até mesmo dos adversários, que sei, de forma sincera, torceram pelo meu restabelecimento.

A todos, meu muito obrigado! Estou de volta…

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E se houvesse alternativa para o Amazonas?

07/05/2010

Como escrevi nos meus dois últimos artigos, sonhar não paga imposto!

Continuo aqui divagando uma série de considerações sobre a eleição que se avizinha, observando o cenário sobre a ótica diversa que tem sido propagada pela “independente” mídia local.

Suponhamos apenas, em uma remotíssima possibilidade, que o PDT lançasse uma candidatura a governador e por conta do grande alinhamento nacional obtivesse, digamos, apenas 10% dos votos, algo em torno de 180 mil, o que matematicamente seria o suficiente para provocar o segundo turno nesta eleição.

Atraísse para uma coligação de terceira via, partidos que tenham bons candidatos a Deputado Estadual, porém que sofressem com a possibilidade concreta de sozinhos não fazerem legenda (a velha questão de que em eleição proporcional não basta o candidato ser bem votado, é preciso que o partido e/ou coligação atinja o quociente eleitoral – 60.000 votos, no caso de Deputado Estadual).

Exemplos concretos são fáceis de identificar:

PDT: Tem como principais candidatos o Vereador Mario Frota e Dermilson Chagas, sem menosprezar o potencial de eventuais surpresas. Conta com uma lista de pré-candidatos de mais 10 nomes. Posso, com bastante segurança, afirmar que sozinho não consegue eleger nenhum deputado estadual e muito menos um federal;

PHS: Sem conhecer todos os nomes que compõem a lista de pré-candidatos, tem nos seus quadros apenas o Deputado Liberman Moreno e o Vereador Homero Miranda (que não sei se será candidato!). Sem dúvida encontra-se na mesma situação que o PDT;

PRTB: Já no PRTB, conheço bem os quadros do partido porque fui Presidente da legenda no Amazonas, o nome com viabilidade eleitoral é o do Deputado Bosco Saraiva, somando-se a aproximadamente dez ou doze candidatos, no máximo;

PV: Uma boa legenda de candidatos médios sempre foi a marca registrada do PV. No processo deste ano conta com o reforço de dois bons nomes, o do Vereador Jefferson Anjos e do Dr. Marcos Barros, ambos com excelente potencial, mas com pouquíssima chance de eleição se saírem sozinhos;

PPS: Dois nomes merecem destaque neste combativo partido, o Deputado Luiz Castro e o Vereador Hissa Abrahão, outro excelente quadro é o do meu amigo e ex-Deputado Joaquim Corado, que pleiteia uma vaga para a Câmara Federal.

Como se pode concluir, o principal ponto de convergência entre estes partidos é a imperiosa necessidade de viabilizarem legenda para a eleição dos seus candidatos com potencial de se eleger. Mas não é o único, outro ponto interessante é o fato de que, conjuntamente, estes partidos possuem uma representatividade no Congresso Nacional de 65 Deputados Federais, ou seja, isto representa um peso no horário eleitoral de TV e radio de aproximadamente 2:42 segundos que equivale ao tempo do PSDB ou DEM, portanto uma forte moeda de barganha eleitoral.

O terceiro ponto importante é que com este cacife de tempo de televisão e no mínimo 48 bons candidatos a Deputado Estadual, dos quais pelo menos três com chances concretas de eleição, este bloco partidário tornaria viável a apresentação de uma candidatura de “3ª via” ao cenário atual de pré-candidatos a Governador.

Quadro qualificado para tal não falta. Marcos Barros, Jefferson Praia, Luiz Castro ou mesmo, o meu nome. Todos com certeza têm plenas condições de apresentar uma excelente proposta alternativa de governo para o Amazonas e sua gente.

Vale finalmente ressaltar que se este sonho se concretizasse, não seria irreal imaginar em um primeiro momento que o segundo turno estaria garantido, vez que, de antemão, o potencial final poderia ser uma votação superior a 10% dos votos, especialmente após ficar evidente que com o resultado da pesquisa espontânea (publicada no post anterior), divulgada pela Perspectiva, nenhum dos dois atuais pretendentes (Alfredo e Omar) ultrapassa 5% das intenções de voto.

Omar e Alfredo, ambos com todo espaço de mídia, inaugurando obras quase que semanalmente, apoios declarados de vários prefeitos, deputados federais, senadores, deputados estaduais e lideranças em geral, sem contar o envolvimento público de declarações do Lula para um e do Eduardo Braga para outro, não conseguiram até agora ultrapassar a inexpressiva marca dos 5% espontâneos nas pesquisas.

A conclusão óbvia é que existe uma “3ª Avenida” para ser ocupada! Basta para tal uma boa dose de coragem, estratégia, inteligência e principalmente espírito público destas forças partidárias e seus membros de renunciar ao “canto da sereia” proposto através de eventuais cargos e benesses eventualmente oferecidos neste processo de “barganha” e terem, em nome das pessoas de bem neste estado, a ousadia da esperança.

12 propostas para um bom Governador

05/05/2010

Como sonhar não custa nada e expressar os pensamentos livremente ainda não é crime, escrevo em algumas linhas 12 proposições que, caso eu fosse o Governador deste estado, procuraria implantar e desenvolver com todas as forças permitidas pela minha capacidade de trabalho.

Naturalmente que algumas destas propostas de “governo” são muito mais complexas e merecem uma abordagem com substância mais técnica, porém o texto ficaria muito extenso. Assim sendo, apresento este conjunto de “macro-ideias” de forma conceitual e que servem como base de um plano de governo para qualquer candidato.

Alguns ainda vão me perguntar por que apenas 12 propostas? Respondo: Para não ficar cansativo ler este blog e porque eu gosto do numero 12, acho meio místico.

1. Envidar todos os esforços possíveis, junto primeiramente a bancada de parlamentares federais da Amazônia, depois aos parlamentares de todo o país e ao Governo Federal, para que seja proposta uma PEC (Proposta de Emenda Constitucional) que perenize o modelo de incentivos fiscais do Pólo Industrial de Manaus, estendendo-o para empreendimentos agroindustriais de produtos regionais que se instalassem nos municípios do interior da Amazônia, como exemplo para a descentralização de desenvolvimento econômico do país e a garantia da preservação da floresta amazônica.

2. Implantar Escolas de Tempo Integral para 100% da rede pública estadual de ensino em quatro anos, priorizando a construção destes centros nos bairros mais carentes de Manaus e em todas as cidades do interior, acrescentando infra-estruturas de saúde para as comunidades beneficiadas; criar paralelamente um programa de requalificação dos profissionais da educação; resgatar a dignidade salarial, fortalecendo os incentivos aos professores.

3. Criar Centros de Pesquisas avançados nos pólos da UEA nos municípios do interior, levando ainda os cursos de extensão universitária, pós-graduação e mestrado a todos os centros universitários nas cidades, ampliando para 40 municípios os cursos presenciais, aproveitando a infra-estrutura das Escolas de Tempo Integral, no período noturno;

4. Propor a criação do Aeroporto Industrial e Logístico na área atualmente usada como Base Aérea no aeroporto “Ponta Pelada”, como solução ao estrangulamento logístico aéreo dos terminais de carga do Eduardo Gomes (TECAs). O “novo” aeroporto industrial contaria com a estrutura de armazenagem, administrada e construída pela iniciativa privada, em galpões anexos ao pátio; De forma integrada ao terminal aeroportuário (no terreno da antiga Frigomasa) seria construído o novo Porto Industrial para atendimento do Pólo Industrial de Manaus, dando fim a um dos maiores gargalos da nossa infra-estrutura logística na capital.

5. Criar um agressivo programa de substituição da matriz energética no parque gerador de energia elétrica, especialmente nas cidades do interior por fonte renovável de energia limpa, excetuando os municípios que serão abastecidos pelo gasoduto Coari/Manaus e dos municípios que serão atendidos pelo “linhão” de Tucuruí, estimulando o plantio e exploração das fontes de biomassa (Capim Elefante, Embaúba, etc.) renovável nas áreas já degradadas de cada cidade.

6. Desenvolver programas de produção no setor primário, especialmente no interior do estado, direcionados a produção de produtos regionais, como o plantio e manejo da Embaúba (Biomassa energética), Andiroba, Açaí, Copaíba, Guaraná, etc.; Desenvolver o intercâmbio com países que dominam as culturas de várzeas para o aproveitamento do potencial ao longo do Rio Amazonas e Rio Solimões; O desenvolvimento da pesca e piscicultura dar-se-á pela implantação de balsas de produção de gelo, beneficiamento e conservação frigorífica nos municípios com vocação a este setor; Estímulo a agricultura familiar de subsistência e ao cinturão de Hortifrutigranjeiros na Região Metropolitana, viabilizando escoamento desta produção.

7. Aplicar um projeto de descentralização administrativa nos órgãos do Governo do estado, criando as “Administrações Regionais” nos municípios pólos – Parintins (baixo Amazonas), Manicoré (Calha do Madeira), Lábrea (calha do Purus), Eirunepé (calha do Juruá), Tabatinga (alto Solimões), Santa Isabel do Rio Negro (calha do Rio Negro) e Tefé (médio Solimões) – com subsecretarias e orçamentos específicos para cada região nas áreas de Educação; Saúde; Segurança; Agricultura e Extrativismo; Setor Fundiário; Habitação e Urbanismo; Transporte e Logística; Saneamento básico.

8. Implantar o plano de modernização de gestão administrativa, financeira e de planejamento, de forma a “moralizar” e resgatar a credibilidade do poder público estadual, estabelecendo como prioridade a política de “Pagamento em dia” no prazo máximo de 30 dias da execução dos serviços e obras fornecidas ao governo; no âmbito do funcionalismo público criar o Programa de Valorização do Servidor Público estadual, com ênfase na recuperação salarial, qualificação de atendimento, PCCS, Comitês de Gestão e concursos públicos, garantindo o chamamento imediato dos concursados para a substituição dos comissionados.

9. A conclusão da pavimentação da rede rodoviária estadual (AM´s) para a interligação entre os municípios interioranos; o balizamento das principais hidrovias e a homologação noturna de todos os aeroportos implantados nas cidades do interior.

10. Na segurança, implantar uma política de resgate ostensivo aos usuários de drogas, estabelecendo departamentos especializados de tratamento a dependentes químicos na rede pública de saúde, penitenciárias e centros de detenção; Criar programas de reinserção e qualificação de jovens em risco; re-aparelhamento e qualificação das forças de segurança; combate ostensivo e tolerância “ZERO” na corrupção policial; aparelhamento da Polícia Técnica e incrementar a infra-estrutura ao poder judiciário especialmente no interior do estado. Todos os programas sociais deverão estar integrados a política de segurança pública do estado.

11. Na Saúde, implantar o programa de atendimento de alta complexidade nos hospitais do interior, estabelecendo centrais de distribuição de medicamentos e centros especializados nos municípios pólos regionais, implantação dos navios hospitais e serviço de transporte médico fluvial nos municípios. Reorganização dos serviços hospitalares na Região Metropolitana com o aumento do número de leitos hospitalares e das UTIs;

12. A política de sustentabilidade ambiental deverá ser centrada no ser humano como o parte do meio-ambiente, de forma a preservar a sua dignidade, renda, desenvolvimento e qualidade de vida, garantindo o futuro do patrimônio florestal amazônico com o homem e a mulher vivendo em harmonia com a preservação. A educação é o principal caminho para que a sustentabilidade ambiental esteja consorciada com a necessidade de desenvolvimento econômico e social a que todo ser humano tem direito; acabar com a tirania e a perseguição contra aqueles que lutam apenas pela sobrevivência, substituindo pela consciência de preservação.

Se em um governo de quatro anos fossem implantadas, de forma séria, técnica e determinada, as propostas acima, em duas décadas nosso Amazonas seria uma potência social e econômica, referência em políticas públicas.

Um governo austero, com uma estimativa de arrecadação real em torno de 40 bilhões de reais em quatro anos, adotando modernas técnicas e conceitos gerenciais, é o suficiente para a transformação destes sonhos em realidade.

Ficam agora algumas perguntas: Boas propostas e projetos são suficientes para se ganhar uma eleição? Você votaria em um bom projeto? O candidato que você pretende ou tem a intenção de votar já apresentou suas propostas para o Amazonas? Se não, por que você vai votar nele? Será que novamente nós vamos repetir o comportamento de votar em quem tem mais chance de ganhar, no lugar daquele que tem melhores projetos e capacidade gerencial? Afinal, eleição é corrida de cavalo em que se aposta no que vai vencer?

Um Amazonas pobre de lideranças

02/05/2010

Voltando ao blog após diversas semanas que dediquei quase que exclusivamente às viagens ao interior do estado. Em apenas 45 dias visitei Nhamundá, Parintins, Barreirinha, Anori, Manaquiri, Autazes, Careiro da Várzea, Castanho, Manacapuru, Anamã, São Gabriel, Santa Izabel, Barcelos, Rio Preto da Eva, Presidente Figueiredo, Codajás, Coari, Beruri, Tefé, Alvarães e Fonte Boa. Em alguns destes lugares estive duas ou até três vezes, sem contar com as inúmeras comunidades rurais destes municípios.

Aprendi muita coisa, conheci muita gente, entendi e dialoguei sobre problemas e soluções de cada cidade ou região deste “continente” chamado Amazonas. Uma experiência incrível que me anima a seguir, agora em maio, para os municípios de Nova Olinda, Borba, Novo Aripuanã, Manicoré, Apuí e Humaitá (Calha do Madeira) e voltar por Boca do Acre, Lábrea, Canutama, Pauini e Tapauá (Calha do Purus). Muita história, imagens e “causos” para contar e que, sem dúvida, chamarão a atenção dos leitores deste blog.

Estou em Manaus desde sábado, dia 1º de Maio, e começo me atualizar dos fatos políticos, opiniões e discussões entre “marketeiros”, lideranças, imprensa e curiosos em geral. Não restam dúvidas que o processo eleitoral não só já começou, como também já movimenta os bastidores e os eleitores, indicando, sobretudo, mudanças de cenário e atores, a exemplo da retirada da candidatura do Serafim para governador, bem como a anunciada desistência do Amazonino da disputa.

Resultado? Saíram de cena exatamente os dois nomes de maior expressão política do momento. Sem desmerecer ninguém, a verdade é que o processo político eleitoral deste ano não chegará nem perto do que aconteceu nas eleições de 2006, quando disputaram as eleições para o governo: Amazonino Mendes, Eduardo Braga, Arthur Virgílio e eu (Paulo De Carli), como o “patinho feio” no meio de gigantes.

Em minha opinião, quem perde é o Amazonas que, em nome do tal “palanque único”, joga a discussão eleitoral lá para baixo, na tentativa de consolidar projetos de “cunho pessoal” em detrimento do debate das idéias e proposições salutares ao desenvolvimento social e de cidadania que se espera das democracias.

Querem um exemplo prático? Em 2006, durante a campanha, nunca ouvimos dizer que nos planos de governo que o Eduardo propunha estivessem incluídas as construções das Escolas de Tempo Integral. No meu programa eleitoral de televisão bati muito neste quesito, mostrando imagens e apontando exemplos bem sucedidos destas escolas pelo Brasil e mundo afora. No último debate da Rede Globo consegui me sobressair quando o tema educação veio à discussão e insisti nesta proposta.

Resultado prático: Perdi as eleições, o Eduardo venceu e implantou as escolas que eu propus. Quem ganhou? O Amazonas, sem dúvida! Política pública de gente adulta é assim, não importa quem tem a idéia, o importante é concretizá-la. E é exatamente por isto que sou um democrata convicto e luto com todas as minhas forças para preservar este sistema.

Muitos temas de relevância para uma sociedade são discutidos no curso das campanhas eleitorais, onde ao final, o eleitor terá sempre a chance de optar pelo tipo de governo e esperança pretende para si.

Na última pesquisa política divulgada pelo jornal Amazonas Em Tempo, em parceria com a empresa Perspectiva, a primeira pergunta feita aos entrevistados foi a que mais me chamou atenção. Curiosamente, foi a que menos debate gerou, provavelmente porque não interessava aos atuais atores (remanescentes) deste processo.

A pergunta objetivamente era: Se a eleição fosse hoje, em quem votaria para Governador (sic)?

Resultado:

Omar Aziz – 5% (Cinco por cento)
Alfredo – 5% (Cinco por cento)
Serafim – 3% (Três por cento)
Outros (?) – 1% (Um por cento)
Não sabe dizer – 86% (Oitenta e seis por cento)

Ou seja, queria eu que este tal de “não sabe dizer” fosse candidato pelo PDT que ele venceria as eleições de lavada e iríamos assistir nos próximos anos uma revolução na educação no nosso estado.

Portanto, como eleitor e ativo participante do processo político, me sentiria muito mais feliz se pudesse ter outras opções para votar, mas cadê as lideranças políticas deste estado? Onde foram parar as pessoas de bem que sonham com alguma coisa diferente? Cadê os jovens?

Desculpe Serafim, mas eu no seu lugar, com a sua densidade eleitoral e comandante político de um partido, jamais me furtaria a disputar estas eleições. Parece que o projeto “familiar” de eleger o seu filho ficou bem acima dos interesses das centenas de milhares de pessoas que acreditaram em você, aliás, mais uma vez!

E do outro lado, a saída do Amazonino abriu um vácuo político gigantesco que, no momento, somado aos eleitores do Serafim, representam a grande maioria dos eleitores deste estado.

E engordam a tal da candidatura do Sr. “Não sabe dizer” da Silva.

Amazonas em 2011: Qual o desafio?

15/01/2010

É sempre bom refletir sobre o futuro. Todo mundo planeja e sonha com o que vai ou pretende fazer nos próximos anos. Alguns pretendem casar, outros adquirir casa própria, muitos trocar de carro, e os mais precavidos já planejam desde cedo sua própria aposentadoria (apesar de não ser uma preocupação da maioria).

Isto sem falar nos nossos sonhos de juventude. A universidade, a carreira, as viagens e os “amores”. O ser humano é interessante. Não perde a capacidade de imaginar para si sempre um futuro melhor, o que acaba provocando uma sensação agradável de felicidade, mesmo quando, no íntimo, a gente percebe o quão difícil é a realização desses sonhos!

E por que às vezes é tão difícil? Primeiramente porque somos inseguros quanto a nossa verdadeira capacidade de por em prática tudo o que almejamos. E em segundo, porque de fato a gente não planeja, além de que, ao menor sinal de dificuldade, costumamos mudar o foco dos nossos desejos e projetos.

Na administração pública ocorre mais ou menos a mesma coisa. É muito difícil para nós, cidadãos comuns, ficarmos imaginando o cenário do que pretendemos para o lugar em que vivemos. Na verdade sempre esperamos que algum “líder” o faça por nós. Sempre usamos a justificativa de que isso não é nossa responsabilidade.

Por exemplo: Você já está imaginando o que esperar para 2011 em termos de políticas públicas para combater a violência crescente no nosso estado? E como vamos gerar emprego para esta massa de jovens que estará se formando nas universidades nos próximo 3 ou 4 anos? E quanto a precária situação dos municípios do interior, como gerar trabalho e renda? Enfim, qual é o projeto do Amazonas? Qual é o seu projeto para ajudar a solução destas intricadas situações? Ou você acha que o estado não é você? Pretende se mudar para onde? São Paulo? Argentina? Marte, quem sabe…

No próximo ano já teremos elegido um novo governador. Uma nova gestão estará se iniciando. Vou agora, em um exercício de cenário futuro, perguntar: Qual é o DESAFIO para o Amazonas em 2011? Quais dos nossos “milhares” de problemas serão elencados como prioridade? Um bom primeiro passo para responder estas perguntas é começar a analisar, dentre as lideranças políticas, empresariais, estudantis e trabalhadoras, quem enfim está se dedicando a discutir e apresentar idéias e propostas coerentes para superar desafios. Quero aqui neste simples artigo, manifestar um pouco do que imagino, para ser pensado por aqueles que pretendem disputar algum cargo eletivo na próxima eleição.

Desafio de curto prazo: Como conter a violência que assusta e tira a dignidade de uma população acuada? Minha resposta: Reduzir a impunidade através de um pacto social local entre o povo e as instituições públicas (Executivo, Legislativo e Judiciário), aplicando a “tolerância zero” como princípio do combate ao crime em todas as suas formas.

Desafio de médio prazo: Como criar um programa agressivo de geração de renda e desenvolvimento para os jovens e para o interior do estado? Minha resposta: Vamos parar de ficar inventando “moda” e lutar imediatamente para estender os incentivos fiscais que hoje beneficiam somente a área de Manaus (Zona Franca) para todos os municípios do interior e perenizar (acabar com a limitação de tempo para o seu fim) nosso modelo de sustentação. Naturalmente, oferecendo ao resto do país a garantia de que, isso aprovado, estará se preservando a maior reserva florestal tropical e ambiental do planeta. Tenho certeza que contaremos com o apoio de toda a comunidade internacional preocupada com isso. Acho muito mais lógico do que simplesmente pagar esmolas de “Bolsa Floresta” e deixar o povo do interior contemplando uma natureza “intocada”, e condenado a não fazer mais nada da sua vida. Isto não é justo com as nossas cidades interioranas.

Desafio de longo prazo: Como criar um instrumento educacional de preparação e resgate dos jovens amazonenses para o futuro? Minha resposta: Não importa a qual custo financeiro, realizar uma revolução no ensino fundamental, médio, técnico e superior, adotando o princípio da educação em “tempo integral” para todos os níveis (exceto o superior), investindo pesado nos quadros de educadores e em infraestrutura. No caso do ensino superior estadual, fomentar as áreas de pesquisa e desenvolvimento, focando principalmente na formação do “ser humano integral”, fortalecimento do caráter, da moral, do senso crítico e das potencialidades humanas. Não dá mais para ficar nosso estado com notas vexatórias nas avaliações nacionais, a exemplo do ENEM.

Alguém aí está planejando o nosso Amazonas da próxima década?

Estas são algumas das discussões que deveriam estar pautando as nossas casas legislativas, Câmaras Municipais, Assembléia Legislativa, Câmara dos Deputados e Senado (nossa bancada). Se já estão, perdoem-me, deve ser algum problema de comunicação, porque daqui debaixo não estou vendo nada. Será apenas uma impressão?

As promessas estão sendo cumpridas? (parte II)

09/01/2010

Alguns temas que abordo aqui neste blog acabam gerando uma grande polêmica. Geralmente quando minha opinião “contraria” os que pensam de modo diferente, o que ocorre com frequência, estes costumam recrudescer nas palavras e partem para acusações do tipo: “mentiroso”, “político igual aos outros”, “vendido”… Isto sem falar nas expressões “impublicáveis”. No Amazonas, lamentavelmente, cada vez mais se faz oposição de forma pessoal. Repito, longe, muito longe, de estar certo em todas as minhas posições ou opiniões, estas refletem exatamente o que penso e que, invariavelmente, pode e deve ser diferente do que o leitor pensa, caso contrário não existirá o debate.

A partir da primeira parte deste artigo, fiz uma análise crítica e pude observar que o radicalismo de opiniões ou idéias é um campo fértil para a mediocridade humana. Escrevi um artigo que, sobre a ótica de utilidade para a construção de uma sociedade melhor, gera uma reflexão profunda e positiva, sob o título: “Faroeste Caboclo – Sequelas do Progresso”. Coloquei em discussão em um só artigo temas de extrema relevância, como: drogas, juventude, prostituição infantil, geração de emprego no interior, etc. Sabe quantos acessos gerou? Pouco mais de 80. Apenas quatro comentaram o artigo e quase nenhuma polêmica que pudesse repercutir para uma melhoria do debate.

Resolvi então escrever sobre as promessas que foram ou não cumpridas pelo Amazonino e recebi uma avalanche de acessos (mais de 300!), ataques pessoais, comentários positivos e negativos. No twitter tem um “cidadão” que chegou a perguntar quanto eu havia recebido do Amazonino para defendê-lo, e ainda refletiu que “quase” votou em mim, em alguma eleição passada. Minhas opiniões não têm preço! Uma outra, “Denise”, tentou me desqualificar questionando o que eu faria “em plena segunda-feira” despachando no Tropical Business. Que absurdo, gente! Meu pai mora no Tropical Business e com muita freqüência vou lá. Não sou funcionário público. Sou empresário e dono dos meus negócios e do meu tempo, muito provavelmente ela um dia poderá cruzar comigo na Pizza Hut em plena terça-feira. Oh que absurdo! (risos)

Quando se publica artigos de fofocas políticas, disse-me-disse da vida dos outros, perseguição de A contra B, aí vira uma festa! Todos batem, agridem, argumentam e acabam sempre do mesmo jeito, com a mesma opinião de antes! Cada um segue “certo” para o seu lado.

Agora quando o assunto é sério, relevante, construtivo e depende de posições responsáveis, ninguém quer dar muita bola! Afinal, é muito sem graça esse negócio de “papo cabeça”. E olha que são exatamente estes que criticam a falta de consciência dos eleitores da Zona Leste, quando na verdade, eles são muito piores.

Por último, quero lembrar que quando escrevi um contraponto aos artigos publicados na imprensa local acerca das promessas que não foram cumpridas pelo Amazonino, em absoluto afirmei o contrário. Disse apenas que parte daquelas promessas de campanha estava sendo cumprida, e que, na minha ótica, decorridos apenas 25% do mandato dele, ainda é muito cedo para rotular como “descumpridor” o atual Prefeito de Manaus.

Claro que a opinião daqueles que foram derrotados nas urnas sempre será contrária, pessimista, insatisfeita e caótica, como bem defini na charge publicada na primeira parte deste artigo. Independente dos erros e acertos da atual gestão. Ainda bem que a maioria absoluta dos eleitores de Manaus, incluindo o apoio maciço da classe média, escolheu e consagrou um projeto diferente do proposto pelos socialistas que administraram a cidade por quatro anos. Incluo-me nesta maioria.

As promessas estão sendo cumpridas?

06/01/2010

Recentemente os jornais da cidade publicaram matérias que comentavam que a “maioria” das promessas feitas pelo Amazonino durante a campanha de 2008 não tinham ainda sido cumpridas. Acompanhei vários debates na internet e vi várias enquetes, feitas pelos mesmos jornais, que confirmavam junto a opinião popular este mesmo sentimento.

Pronto! Lá vou eu de novo manifestar uma opinião contrária e polêmica.

Um dos jornais chegou a enumerar as 20 principais promessas feitas durante a campanha, afirmando que apenas três delas foram cumpridas. Espera aí! Na minha conta foi um pouco mais.

As obras da passagem de nível da Av. Umberto Calderaro e do viaduto do Coroado estavam paradas. A primeira só tinha um projeto e a placa sinalizadora, e a segunda “embargada” com pendências no Ministério Público, etc. Quase gargalhei quando o Serafim afirmou que havia deixado o projeto pronto e o dinheiro na conta, ou seja, “a bola na marca do pênalti e sem goleiro”. Pô, Sarafa, isso não existe! Obra tem que pelo menos estar iniciada e em andamento. Projeto? Dinheiro em que conta? Da Camargo Correia? Para com isso, você teve quatro anos para fazer e não fez… Ele teve só um ano e fez! Ainda tem um twitteiro que diz que o piadista sou eu!

Assim sendo, acrescentemos mais uma promessa cumprida: a conclusão da passagem de nível da Av. Umberto Calderaro.

Agora, tem mais uma que vale a menção. E os buracos da cidade? Acabaram? Claro que não, mas diminuíram e muito, quanto a isto não resta a menor dúvida! Também pudera, quatro anos esburacando… Tinha buraco na Getulio Vargas, Djalma Batista, Constantino Nery, Noel Nutels, Max Teixeira… Do centro à Zona leste. A cidade vista do espaço, comentavam os mais bem humorados, concorria com a Lua. Hoje ainda tem muito estrago, não nego, principalmente os feitos pelas obras do gás e da água, mas melhorou em muito a situação e foi mais uma promessa cumprida.

Ou seja, na minha simplória conta, cinco das vinte principais promessas foram cumpridas, mais ou menos 25% do total, o que coincide com o tempo decorrido do seu mandato.

Agora eu gostaria de perguntar, quanto tempo ele tem para cumprir com o que prometeu? Qual é o tempo decorrido do seu mandato? Será que não é um pouco demais cobrar que sejam cumpridas TODAS as promessas feitas para um período de quatro anos em apenas 12 meses? Quer dizer que demora quatro anos para destruir uma cidade e querem que tudo se reerga em um ano?

Calma, a campanha de 2008 já acabou! Menos para os que perderam, claro!

PS: Um dia, com mais calma, ainda vou escrever sobre a inadimplência do INSS da Prefeitura, que a gestão passada transferiu para a atual e deixou Manaus sem condições de receber recursos do governo federal quase até o meio do ano. Uma irresponsabilidade sem tamanho ou uma bomba de efeito retardado para atrapalhar a nova administração?

Os donos da 'verdade'

O Amazonas em primeiro lugar

24/11/2009

Às vezes fico imaginando esta questão de que todas as lideranças mais expressivas e com chances de vitória na eleição do ano que vem estão vinculadas diretamente à base do Presidente Lula.

Será que alguém já se deu conta de que o Serra é atualmente o candidato com maior possibilidade de se eleger no ano que vem? Nós, eleitores amazonenses, temos um peso muito pequeno no colégio eleitoral brasileiro, e, pelo menos até agora, os grandes centros estão dando sinais claros de que não querem eleger Dilma. Ou seja, temos que tomar muito cuidado, pois poderemos estar caminhando irremediavelmente para o isolamento político junto ao próximo presidente do Brasil, o que nos trará certas dificuldades para a sustentação não só do Pólo Industrial, mas também da continuidade de importantes investimentos de infra-estrutura para o nosso estado.

A única solução que vejo como cidadão/eleitor é preservar, na medida dos nossos interesses, o Senador Arthur Virgílio, lhe garantindo a reeleição ao Senado. Não é uma questão de política “paroquiana”, mas sim de colocar o Amazonas em primeiro lugar. Na frente de vaidades e mágoas do passado. É quase certo que uma das vagas de Senador será ocupada por Eduardo Braga (que é da base de Lula), a outra será por mais quatro anos do João Pedro, que é do PT, ou do Alfredo, que indiscutivelmente se mostrou um fiel escudeiro de Lula e da Dilma.

Não tem outro jeito, a eleição de Arthur Virgílio é uma questão de inteligência e, vou além, de sobrevivência, para o povo do Amazonas, que poderá se proteger de uma eventual mudança no Governo Federal, garantindo-nos o prestígio necessário a manutenção do nosso desenvolvimento.

Isto vale, inclusive, para a reflexão do próximo governador do estado, que necessariamente precisa cultivar uma relação próxima com o poder federal, pelo bem da nossa gente e do Amazonas.

Pesquisas eleitorais

24/11/2009

Recente pesquisa divulgada pela empresa PERSPECTIVA oferece um indicativo da atual situação política no Amazonas.

Em primeiro lugar, é preciso fazer uma observação técnica que costuma enganar os desavisados: Pesquisa é um retrato de um momento específico e não quer dizer ABSOLUTAMENTE nada mais que isso!

Feita esta observação inicial, comecemos uma análise que possivelmente, não seja uma verdade absoluta, pois, a partir daí várias teses e formas diferentes de interpretação provocam grande celeuma no mundo político. A verdade? Só o tempo, ou melhor, as urnas acabam por confirmar. Como observador eu diria o seguinte:

1. Nenhuma candidatura ao governo do estado decolou. Amazonino e Alfredo disputam a preferência do eleitorado e caso ambos sejam candidatos (o que pessoalmente não acredito) polarizam a eleição;

2. Amazonino sofre com uma rejeição na capital que é inerente ao cargo que exerce, bem como, percentualmente, esta rejeição reflete uma tradicional posição dos eleitores de Manaus em relação a ele, enfim, nada diferente do que sempre foi e nunca inviabilizou suas incursões eleitorais;

3. A rejeição do ex-prefeito Serafim está cada dia mais consolidada, indicando que, se tiver juízo, o “Sarafa” não deverá disputar uma eleição majoritária tão cedo;

Três são os fatores que poderão influenciar as eleições vindouras:

a) Alfredo prestigiado junto ao Lula e a virtual candidata Dilma, conseguir manter-se próximo de Amazonino e “enquadrar” Eduardo, formando uma super “chapa branca”;

b) Diante de um instransponível abismo entre Eduardo e Alfredo, Lula e Dilma chamam Amazonino como nome de consenso para unir a base governista no Amazonas, com Eduardo e Alfredo cedendo e desenhando uma acomodação que passa inclusive pela Prefeitura de Manaus, ocupação de uma vaga ministerial na próxima gestão (caso o PT conquiste a Presidência), bem como, a sucessão de 2014;

c) Uma ruptura entre os três, que acabará formando a base do palanque do Serra (PSDB) no Amazonas. Vamos ver quem primeiro vai roer a corda…

Para o Senado, ganha força a candidatura anti-Arthur, patrocinada pela dupla Dudu/Lula, que poderá forçar o Senador Tucano a buscar o apoio de Amazonino, que publicamente rejeita a possibilidade de apoiar Vanessa.

Com relação aos números para Deputado Federal, sinceramente, não vejo o eleitor em um momento tão distante da eleição, manifestando com sinceridade seu voto. Vale mais o recall das últimas eleições, que demonstra um desgaste dos candidatos ligados a televisão e, principalmente, as ações pontuais relacionadas às atitudes de candidatos que exercem algum tipo de cargo ou função pública, portanto, utilizam-se das máquinas de apoio inflando seu potencial. O mais correto seria tentar fazer uma apuração de dados em respostas espontâneas (pesquisa não estimulada) e verificar o grau de participação do eleitorado no processo político neste momento.