Omar Aziz e o gargalo logístico de Manaus (parte 1) – Aeroportos

Amazonino Mendes deixou sua marca como administrador público, especialmente pela criação da UEA, a interiorização do conhecimento acadêmico e os avanços culturais, como a criação da Orquestra Sinfônica do Amazonas.

Eduardo Braga implementou o PROSAMIM, o maior programa de saneamento de áreas degradadas em beiras de igarapés, que, além de resgatar a dignidade daqueles que viviam em condições sub-humanas, está mudando a paisagem urbana da cidade de Manaus.

Omar Aziz tem agora a oportunidade de enfrentar um dos maiores desafios ao crescimento econômico do nosso estado! Mas como? E o que fazer?

O acidente ocorrido no Porto Chibatão, além de causar um incalculável prejuízo às vidas perdidas de trabalhadores, expôs as vísceras de um dos maiores entraves ao desenvolvimento do Amazonas: o sistema logístico de transporte de cargas e integração econômica entre Manaus e o resto do mundo, que, neste momento, está comprometido.

Por incrível que pareça, nosso mais urgente problema não se refere aos Portos de Manaus. A solução do Porto das Lajes ou do Porto na antiga SIDERAMA deverá aliviar bastante a questão da navegação de Cabotagem e Longo Curso (Internacional). Mais importante é solucionarmos o problema aeroportuário, tanto de cargas como de passageiros.

Desde 2006, quando disputei o Governo do Amazonas, tenho batido na tecla de que o Terminal de Cargas (TECA) do Aeroporto estava prestes a entrar em colapso. Este ano entrou! As cargas aéreas estão sendo acomodadas em galpões de plástico e lona já invadindo o pátio de aeronaves de passageiros e todo mundo está mudo assistindo o aeroporto se transformar em um depósito a “Céu Aberto”.

A solução passa pela colaboração do Governo Federal em conjunto com a Força Aérea Brasileira, que cederia a Base Aérea de Manaus (antigo aeroporto Ponta Pelada) para transformarmos aquele espaço em um “Aeroporto Industrial”, de uso exclusivo para aviação cargueira, com a construção de galpões de armazenagem gerenciados pela INFRAERO e alugados às indústrias e grandes empresas de logística e transporte aéreo (FEDEX, UPS e outras).

A Base Aérea seria acomodada no lado oposto aos Terminais 1 e 2 do Eduardo Gomes em área privativa e de acesso exclusivo por questões de segurança nacional. E não vale o argumento de que não são compatíveis, porque temos que lembrar que o maior aeroporto internacional do Brasil é o de Guarulhos (SP) e funciona no mesmo lugar que uma das mais antigas bases aéreas que é Cumbica! E não se tem notícias de que isto tenha de algum modo prejudicado as atividades daquele aeroporto.

As vantagens de se criar um aeroporto voltado exclusivamente a cargas aéreas no espaço da atual Base Aérea são inúmeras, destaco:

1. A distância para o Distrito Industrial é mínima o que evitará o trânsito de carretas pela cidade;

2. Permitirá às grandes empresas industriais e de transporte e logística manter depósitos alfandegados na própria área aeroportuária, ao lado do pátio das aeronaves;

3. Vamos liberar totalmente um grande espaço para as futuras ampliações do nosso aeroporto internacional;

4. As obras de adequação são de baixo custo e podem ser feitas em curto espaço de tempo;

5. Pode-se viabilizar PPP’s para alavancar recursos junto à iniciativa privada, visto que a operação logística em aeroportos industriais ao redor do mundo mostra-se bastante rentável, portanto, auto-sustentável.

No próximo post uma análise sobre as soluções possíveis para os portos e a “novelesca história” da BR-319.

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2 Respostas to “Omar Aziz e o gargalo logístico de Manaus (parte 1) – Aeroportos”

  1. Aimberê Freitas Says:

    Trata-se de um tema da maior importância, mas não é único. Além disso Manaus necessita se transformar num HUB Internacional para facilitar o acesso de turistas ao país e alavancar o setor na Amazonia. Não tem sentido o turismo nacional ficar concentradao no SUDESTE. Manaus tem o locus privilegiado de ser a capital do Norte e tudo que for rumo ao Norte deve passar por ela.
    Gostaria de discutir esses temas com o autor do Blog

  2. Moisés Says:

    Olá Sr. Paulo, boa tarde! Não vou comentar sobre o texto acima. Só queria deixar uma mensagem para você, para lembrar de nosso encontro na rodovia carlos braga (iranduba) quando falamos sobre o lixão que existe no ramal do janauary. Entreguei meu cartão a você e mais duas pessoas. Me chamo Moisés Alves! Forte Abraço.

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