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Omar Aziz e o gargalo logístico de Manaus (parte 1) – Aeroportos

04/11/2010

Amazonino Mendes deixou sua marca como administrador público, especialmente pela criação da UEA, a interiorização do conhecimento acadêmico e os avanços culturais, como a criação da Orquestra Sinfônica do Amazonas.

Eduardo Braga implementou o PROSAMIM, o maior programa de saneamento de áreas degradadas em beiras de igarapés, que, além de resgatar a dignidade daqueles que viviam em condições sub-humanas, está mudando a paisagem urbana da cidade de Manaus.

Omar Aziz tem agora a oportunidade de enfrentar um dos maiores desafios ao crescimento econômico do nosso estado! Mas como? E o que fazer?

O acidente ocorrido no Porto Chibatão, além de causar um incalculável prejuízo às vidas perdidas de trabalhadores, expôs as vísceras de um dos maiores entraves ao desenvolvimento do Amazonas: o sistema logístico de transporte de cargas e integração econômica entre Manaus e o resto do mundo, que, neste momento, está comprometido.

Por incrível que pareça, nosso mais urgente problema não se refere aos Portos de Manaus. A solução do Porto das Lajes ou do Porto na antiga SIDERAMA deverá aliviar bastante a questão da navegação de Cabotagem e Longo Curso (Internacional). Mais importante é solucionarmos o problema aeroportuário, tanto de cargas como de passageiros.

Desde 2006, quando disputei o Governo do Amazonas, tenho batido na tecla de que o Terminal de Cargas (TECA) do Aeroporto estava prestes a entrar em colapso. Este ano entrou! As cargas aéreas estão sendo acomodadas em galpões de plástico e lona já invadindo o pátio de aeronaves de passageiros e todo mundo está mudo assistindo o aeroporto se transformar em um depósito a “Céu Aberto”.

A solução passa pela colaboração do Governo Federal em conjunto com a Força Aérea Brasileira, que cederia a Base Aérea de Manaus (antigo aeroporto Ponta Pelada) para transformarmos aquele espaço em um “Aeroporto Industrial”, de uso exclusivo para aviação cargueira, com a construção de galpões de armazenagem gerenciados pela INFRAERO e alugados às indústrias e grandes empresas de logística e transporte aéreo (FEDEX, UPS e outras).

A Base Aérea seria acomodada no lado oposto aos Terminais 1 e 2 do Eduardo Gomes em área privativa e de acesso exclusivo por questões de segurança nacional. E não vale o argumento de que não são compatíveis, porque temos que lembrar que o maior aeroporto internacional do Brasil é o de Guarulhos (SP) e funciona no mesmo lugar que uma das mais antigas bases aéreas que é Cumbica! E não se tem notícias de que isto tenha de algum modo prejudicado as atividades daquele aeroporto.

As vantagens de se criar um aeroporto voltado exclusivamente a cargas aéreas no espaço da atual Base Aérea são inúmeras, destaco:

1. A distância para o Distrito Industrial é mínima o que evitará o trânsito de carretas pela cidade;

2. Permitirá às grandes empresas industriais e de transporte e logística manter depósitos alfandegados na própria área aeroportuária, ao lado do pátio das aeronaves;

3. Vamos liberar totalmente um grande espaço para as futuras ampliações do nosso aeroporto internacional;

4. As obras de adequação são de baixo custo e podem ser feitas em curto espaço de tempo;

5. Pode-se viabilizar PPP’s para alavancar recursos junto à iniciativa privada, visto que a operação logística em aeroportos industriais ao redor do mundo mostra-se bastante rentável, portanto, auto-sustentável.

No próximo post uma análise sobre as soluções possíveis para os portos e a “novelesca história” da BR-319.

Ufa! Acabou a eleição. De volta ao Blog.

03/11/2010

Pronto. O Brasil já tem um novo Presidente. Na verdade, a primeira Presidenta da nossa história. O Amazonas reelegeu Omar Aziz que venceu de forma consagradora, após sua frustrante, porém necessária, participação nas eleições municipais de 2008. No Congresso Nacional a grande novidade para nós amazonenses será a ausência temporária do grande Senador Arthur Virgilio Neto.

Neste momento confesso estar pouco inspirado para analisar as consequências práticas do resultado final destas eleições, até porque a prudência recomenda aguardarmos a diplomação e posse dos eleitos. Muitos que acompanham o processo político à distância ou apenas durante as eleições entendem que o processo eleitoral terminou. Não é bem assim… Lamentavelmente ou não, as fases seguintes, como a prestação e aprovação de contas, julgamentos das denúncias e processos de crimes eleitorais e as investigações judiciais que estão apenas começando, costumam mudar o quadro dos eleitos. Vamos aguardar até janeiro do ano que vem para observarmos um quadro mais definitivo.

Aos que de forma legítima venceram as eleições, fica aqui meus parabéns! Aos demais, como cidadão e democrata, aguardo a justiça.

Sei que neste momento tenho um árduo caminho para recuperar o interesse dos meus leitores. Peço desculpas por esta ausência prolongada. Compreensível, se levada em consideração a difícil situação de saúde que passei nos últimos meses, na luta que tive para enfrentar uma bactéria de contaminação hospitalar. Momentos de reflexão, renunciei ao sonho da minha própria candidatura a Deputado Federal, ainda nos primeiros dias da campanha. Enfim, boa parte desta história muitos já conhecem.

Quero aproveitar e agradecer publicamente todas as manifestações de carinho e solidariedade que tive dos amigos, familiares, colaboradores, simpatizantes e até mesmo dos adversários, que sei, de forma sincera, torceram pelo meu restabelecimento.

A todos, meu muito obrigado! Estou de volta…