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E se houvesse alternativa para o Amazonas?

07/05/2010

Como escrevi nos meus dois últimos artigos, sonhar não paga imposto!

Continuo aqui divagando uma série de considerações sobre a eleição que se avizinha, observando o cenário sobre a ótica diversa que tem sido propagada pela “independente” mídia local.

Suponhamos apenas, em uma remotíssima possibilidade, que o PDT lançasse uma candidatura a governador e por conta do grande alinhamento nacional obtivesse, digamos, apenas 10% dos votos, algo em torno de 180 mil, o que matematicamente seria o suficiente para provocar o segundo turno nesta eleição.

Atraísse para uma coligação de terceira via, partidos que tenham bons candidatos a Deputado Estadual, porém que sofressem com a possibilidade concreta de sozinhos não fazerem legenda (a velha questão de que em eleição proporcional não basta o candidato ser bem votado, é preciso que o partido e/ou coligação atinja o quociente eleitoral – 60.000 votos, no caso de Deputado Estadual).

Exemplos concretos são fáceis de identificar:

PDT: Tem como principais candidatos o Vereador Mario Frota e Dermilson Chagas, sem menosprezar o potencial de eventuais surpresas. Conta com uma lista de pré-candidatos de mais 10 nomes. Posso, com bastante segurança, afirmar que sozinho não consegue eleger nenhum deputado estadual e muito menos um federal;

PHS: Sem conhecer todos os nomes que compõem a lista de pré-candidatos, tem nos seus quadros apenas o Deputado Liberman Moreno e o Vereador Homero Miranda (que não sei se será candidato!). Sem dúvida encontra-se na mesma situação que o PDT;

PRTB: Já no PRTB, conheço bem os quadros do partido porque fui Presidente da legenda no Amazonas, o nome com viabilidade eleitoral é o do Deputado Bosco Saraiva, somando-se a aproximadamente dez ou doze candidatos, no máximo;

PV: Uma boa legenda de candidatos médios sempre foi a marca registrada do PV. No processo deste ano conta com o reforço de dois bons nomes, o do Vereador Jefferson Anjos e do Dr. Marcos Barros, ambos com excelente potencial, mas com pouquíssima chance de eleição se saírem sozinhos;

PPS: Dois nomes merecem destaque neste combativo partido, o Deputado Luiz Castro e o Vereador Hissa Abrahão, outro excelente quadro é o do meu amigo e ex-Deputado Joaquim Corado, que pleiteia uma vaga para a Câmara Federal.

Como se pode concluir, o principal ponto de convergência entre estes partidos é a imperiosa necessidade de viabilizarem legenda para a eleição dos seus candidatos com potencial de se eleger. Mas não é o único, outro ponto interessante é o fato de que, conjuntamente, estes partidos possuem uma representatividade no Congresso Nacional de 65 Deputados Federais, ou seja, isto representa um peso no horário eleitoral de TV e radio de aproximadamente 2:42 segundos que equivale ao tempo do PSDB ou DEM, portanto uma forte moeda de barganha eleitoral.

O terceiro ponto importante é que com este cacife de tempo de televisão e no mínimo 48 bons candidatos a Deputado Estadual, dos quais pelo menos três com chances concretas de eleição, este bloco partidário tornaria viável a apresentação de uma candidatura de “3ª via” ao cenário atual de pré-candidatos a Governador.

Quadro qualificado para tal não falta. Marcos Barros, Jefferson Praia, Luiz Castro ou mesmo, o meu nome. Todos com certeza têm plenas condições de apresentar uma excelente proposta alternativa de governo para o Amazonas e sua gente.

Vale finalmente ressaltar que se este sonho se concretizasse, não seria irreal imaginar em um primeiro momento que o segundo turno estaria garantido, vez que, de antemão, o potencial final poderia ser uma votação superior a 10% dos votos, especialmente após ficar evidente que com o resultado da pesquisa espontânea (publicada no post anterior), divulgada pela Perspectiva, nenhum dos dois atuais pretendentes (Alfredo e Omar) ultrapassa 5% das intenções de voto.

Omar e Alfredo, ambos com todo espaço de mídia, inaugurando obras quase que semanalmente, apoios declarados de vários prefeitos, deputados federais, senadores, deputados estaduais e lideranças em geral, sem contar o envolvimento público de declarações do Lula para um e do Eduardo Braga para outro, não conseguiram até agora ultrapassar a inexpressiva marca dos 5% espontâneos nas pesquisas.

A conclusão óbvia é que existe uma “3ª Avenida” para ser ocupada! Basta para tal uma boa dose de coragem, estratégia, inteligência e principalmente espírito público destas forças partidárias e seus membros de renunciar ao “canto da sereia” proposto através de eventuais cargos e benesses eventualmente oferecidos neste processo de “barganha” e terem, em nome das pessoas de bem neste estado, a ousadia da esperança.

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