Archive for janeiro \28\UTC 2010

Não se animem!

28/01/2010

Calma, eu não desisti de escrever minhas ideias e opiniões aqui no blog. Tenho estado bastante ocupado e acabei me afastando do “mundo virtual” por um tempinho. Já estava com saudade disso aqui.

Daqui a pouco embarco em uma viagem a negócios, que me ausentará de Manaus até o dia 05/02, mas tentarei manter este blog atualizado. Será que eu consigo? Tentarei.

Boa tarde e até logo!

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Parque Lagoa do Japiim: uma justa homenagem aos Nordestinos

23/01/2010

O Parque Lagoa do Japiim é um antigo anseio dos moradores daquele bairro, iniciado na gestão passada em louvável iniciativa, foi inaugurado no final da administração do ex-prefeito Serafim Corrêa sem estar concluído.

Um dos grandes problemas da obra refere-se à questão do tratamento das águas que desembocam no lago, formado por 70% de águas sujas pela própria degradação do manancial hídrico da área, e 30% de águas de esgotos e da drenagem das águas pluviais das ruas, o que pode tornar o local “insalubre” para os eventuais freqüentadores do local, especialmente quando ocorrem as chuvas. A solução, já prevista e ainda não realizada, será a implantação de uma estação de tratamento, bem como um novo sistema de coleta de esgoto nas moradias, comércio e fábricas do entorno do lago.

A atual administração da Prefeitura interditou, de modo responsável, o uso do parque para que fossem concluídas as obras inacabadas e para tornar o local minimamente “habitável”, e reabriu para uso público, apesar de ainda faltar executar os investimentos de saneamento que tornarão, aí sim, esta obra concluída.

Por outro lado, tive acesso a um projeto de ocupação do parque feito pela ARNAM – Associação Recreativa dos Nordestinos no Amazonas, uma ONG sem fins lucrativos que tem por missão promover a integração entre nordestinos e amazonenses, preservando a cultura e as raízes da população nordestina no Amazonas. Na proposta, a ARNAM sugere ocupar o espaço do parque para implantar espaços representativos de cada estado que compõe a região nordeste, com comidas típicas, artesanato, arte e cultura, divulgando e oferecendo aos freqüentadores lazer, esporte e outras atividades. Mantendo a gratuidade no acesso público ao parque, ficaria a entidade responsável pela manutenção, conservação e administração em uma verdadeira PPP (Parceria Pública Privada). A entidade já conta com apoio de diversas empresas de médio e grande porte que subsidiariam estes objetivos.

Sobre o ponto de vista da legitimidade, nada mais justo que nós, amazonenses, cultuemos nossos antepassados, grande parte migrados, desde os primeiros momentos da colonização econômica e social da nossa história, do nordeste brasileiro. Eu mesmo sou neto de pernambucanos, minha esposa vem de uma família que tem origem no Rio Grande do Norte, assim como centenas de milhares de amazonenses.

Esta idéia abre espaço para que todas as culturas de imigrantes de outros estados do Brasil e que fazem a nossa diversidade amazonense sejam privilegiados também nos demais parques da cidade, aliás, uma boa maneira de “tematizar” os espaços públicos que serão visitados durante os mega-eventos previstos para acontecer nesta capital, a exemplo da Copa das Confederações e a Copa do mundo 2014.

Tomara que a Prefeitura encampe esta idéia!

Bom final de semana a todos!

Fazer oposição é bom, mas às vezes é ruim!

22/01/2010

Desculpem, mas não deu para resistir. Havia deixado de lado por uns dias as discussões relacionadas à gestão da Prefeitura de Manaus para abordar outros temas de relevância para o Amazonas. Aí aparece um assunto que me motiva mais uma vez a tomar um posicionamento “polêmico” e que vai desagradar muita gente.

A história: A Prefeitura Municipal anuncia uma licitação que prevê um investimento de R$ 93 milhões de reais em mobilidade urbana na cidade. Estes recursos, que fazem parte do “pacote” de apoio federal para as cidades sede da Copa 2014, deverão ser aplicados na reorganização do caótico trânsito de Manaus. Trata-se de praticamente toda a modernização de sinalização (atualmente indecente!) como: placas luminosas especiais; pinturas e demarcações com materiais mais duráveis e eficientes; sistemas mais modernos de controles eletrônicos de fluxo, velocidade e avanço de sinal; implantação de modernos semáforos de “led”, que também passarão a ser inteligentes, criando as chamadas “ondas verdes”; centros de controle de trânsito, para um permanente monitoramento dos congestionamentos; faixas de pedestres iluminadas com sistema de alarme, etc..

E isso é bom ou ruim? O trânsito de Manaus já não merece uma solução moderna e definitiva? A atual situação está ou não irritando e prejudicando os cidadãos usuários deste sistema viário? Quer dizer que não é caro gastar R$ 90 milhões em um viaduto, mas é caríssimo gastar o mesmo em uma solução de organização de tráfego e trânsito em TODA A CIDADE? Os recursos federais que financiam este projeto devem ser gastos em Cuiabá, Belo Horizonte ou Rio de Janeiro e não em Manaus?

O fato: A oposição, liderada pelo PSB do ex-prefeito Serafim, faz um movimento, obviamente motivados pelo “espírito público”, para impedir um suposto esquema que beneficiaria determinada empresa e que, segundo informações “privilegiadas”, ganharia a licitação. Denunciou a oposição que já estava tudo acertado para que a empresa CONSLADEL vencesse o certame. Pronto! Uma bomba! Um dos jornais da cidade publica o “furo” na primeira página e um juiz acata um mandato de segurança suspendendo a licitação. Logo a oposição brada: VITÓRIA! Derrubamos mais uma!

Ah, que ótimo! A grande vitória é atrapalhar um processo que pode resultar na solução e alívio de centenas de milhares de motoristas, pedestres, passageiros de ônibus, todos vítimas do caos que se transformou o trânsito desta cidade. No final, o que me parece é que, para a oposição, o bom é continuar do jeito que está.

O detalhe: Só um detalhezinho que ninguém “investigou” é que esta previsão, de que a empresa acima venceria a licitação, não partiu de nenhuma informação de surdina (privilegiada!). O edital previa que sete dias antes da abertura do certame, as empresas que tivessem interesse em participar deveriam apresentar as amostras dos seus produtos, para que técnicos da Prefeitura e do IMTT avaliassem a qualidade e certificassem que as condições essenciais do eventual vencedor atenderiam às exigências que a cidade necessita (medida prudente para evitar prejuízo ao erário). Adivinhem quantas empresas fizeram isso! Apenas uma! A tal da CONSLADEL! Portanto não precisava ser nenhuma “mãe Dinah” para imaginar que esta empresa seria a vencedora da licitação. Alguma ilegalidade nisso? Hein? Não. E tão pouco houve qualquer mérito na atitude da oposição, de denunciar o suposto “esquema”, vez que somente esta empresa apresentaria uma proposta “qualificável”. Cai por terra, portanto, a tese de qualquer direcionamento!

Minha opinião: Se cada vez que a prefeitura tentar implantar soluções para os crônicos problemas de Manaus, a “oposição” se mantiver nesta posição de bloquear as ações, sem distinguir o que é bom ou ruim para a cidade, quem sairá perdendo é o povo. É muito fácil jogar pedras no Prefeito, acusando-o de não cumprir com as promessas feitas na campanha, mas, na prática, tentar inviabilizar que elas sejam cumpridas! Sem dúvida melhorar o trânsito é uma delas.

O que vão argumentar:Não, Seu Paulo, a função da oposição é estar atenta, de olho, fiscalizando a Prefeitura e o Prefeito!“. Eu concordo! Tem que fiscalizar mesmo. Mas prejudicar a cidade? Aí é “politicagem”, não fiscalização. Acham errada a solução? Proponham uma alternativa!

Ademais, imaginar que se constitui em “atentado a moralidade pública” o fato de apenas uma empresa ter interesse em realizar o projeto, por este valor, é confirmar que na licitação promovida pelo então Presidente do IMTU, o atual vereador de “oposição” Marcelo Ramos (PSB), foi cometido o mesmo “atentado”, já que ele homologou e assinou contrato com a única participante do certame que definiu o Consórcio Transmanaus para explorar, literalmente, o sistema de transporte coletivo de Manaus.

Quer dizer que naquela época podia? Quero crer que também não houve nenhuma ilegalidade, apesar de, na época, o fato ter “estampado” as primeiras páginas dos jornais, após eu ter anunciado antecipadamente que as atuais (e de sempre) empresas de ônibus venceriam aquela licitação. Sabe do que me chamaram? Vereador “Mãe Dinah”.

Querem saber a diferença na prática? Olhem o resultado do caos no atual sistema de transporte “criado” pela atual oposição.

Bom dia a todos!

A violência tem solução?

20/01/2010

Minha pergunta tão simples e complexa ao mesmo tempo. Desde que passamos, de alguma forma, a ser vítimas deste descontrole de segurança em que vivemos, começamos a divagar, pensando em como resolver o problema.

Alguns investem parte dos seus próprios recursos financiando sistemas eletrônicos, vigilância armada, segurança pessoal e até mesmo, a última moda em Manaus, blindar o carro ou portas e janelas de casa com vidros a prova de bala. Isso, obviamente, quando a pessoa é abastada, bem remunerada, pois tais soluções são realmente caras.

Outros, a exemplo dos comerciantes do centro de Manaus, resolvem fechar as portas do seu comércio como forma de “protesto” pelos roubos, furtos e assaltos promovidos por quadrilhas organizadas, que chegam a assaltar a mesma loja até três vezes… Pasmem! No mesmo dia.

E os cidadãos comuns, trabalhadores e donas de casa, jovens e idosos, moradores das periferias da cidade, vivem um quadro de horror! O povo é assaltado dentro dos ônibus, galeras dominam as passagens e becos nos bairros, o tráfico então nem se fala. Estes, na maioria, contam mesmo é com a sorte ou com a proteção Divina.

Nas cidades do interior do Amazonas, antes redutos de famílias e pessoas que sempre, com muita dificuldade, geravam e produziam a própria riqueza e consumo, hoje são reféns do uso desenfreado de bebidas e drogas pesadas que atingem em cheio uma juventude ociosa e sem perspectiva de progresso social e econômico. Famílias inteiras sendo destruídas! E se não fossem as igrejas a oferecer alguma sustentação moral e espiritual, a coisa já tinha degringolado de vez. Graças a Deus elas existem. Literalmente.

Nesta semana, conversando com alguns ilustres operadores do Direito, tive a informação de mais um dado estarrecedor. Um percentual significativo das prisões efetuadas pela nossa polícia, o são feitas de forma inconstitucional, portanto ilegais, acabando por contribuir para que a sociedade tenha a sensação de impunidade, alimentado por ditos populares do tipo: “não adianta prender que o bandido sempre acaba sendo solto”… Isto provoca mais insegurança ainda, vez que as pessoas ficam com medo de “ajudar” com informações o combate mais eficaz a criminalidade. E por que isto acontece? Onde é o problema? Na lei? Na justiça? Para os leigos em geral isto pouco importa, o que pensam é o óbvio: IMPUNIDADE.

Outros, um pouco mais românticos, argumentam que a raiz do problema é o sistema educacional público, com duas pitadas de deformação moral nas famílias, mais cinco colheres da nossa “cultura primitiva”, cozida em amargas ervas da péssima distribuição de renda histórica no Brasil. Pronto, o prato está servido, a “caldeirada” da violência está na mesa…

No próximo artigo prometo me aprofundar no tema impunidade. Agora vou descansar. Boa noite a todos.

DEVER DE CASA: NOTA ZERO!

18/01/2010

Na semana passada estive em Brasília e, em uma das salas de espera, peguei para ler uma revista chamada “Os cabeças do Congresso Nacional – 2009”, pesquisa sobre os 100 parlamentares mais influentes, publicada anualmente pelo DIAP, uma das mais respeitadas instituições de assessoria parlamentar, que atua junto aos poderes da República, com vistas a suprir os movimentos sindicais sobre questões relacionadas as normas legais e reivindicações majoritárias e consensuais para os trabalhadores no Brasil.

Os princípios fundamentais em que se baseia o trabalho do DIAP são: decisões democráticas; atuação suprapartidária; conhecimento técnico; e atuação como instrumento da classe trabalhadora, patrocinando apenas as matérias consensuais no movimento sindical.

Nesse sentido, a publicação da “Os cabeças do Congresso Nacional”, que esta em sua 16ª edição, faz um mapeamento, a partir de critérios objetivos, dos Deputados e Senadores que conduzem o processo decisório no Poder Legislativo. Com essa finalidade, o instituto desenvolveu uma metodologia para identificar os 100 parlamentares com mais habilidades para elaborar, interpretar, debater ou dominar regras e normas do processo decisório, bem como para manipular recursos do poder, de tal modo que suas preferências ou do grupo que lideram prevaleçam no conflito político. Ou seja, uma espécie de ENEM para verificar a qualidade dos parlamentares. Estar nesta lista é “passar de ano” na avaliação de desempenho.

E parece que o Amazonas não anda muito bem nesta avaliação, a exemplo das péssimas avaliações na educação, saúde, saneamento básico, etc. Nossos parlamentares também não têm feito seu “dever de casa” e, conseqüentemente, não foram aprovados.

Por incrível que pareça, dos onze parlamentares federais que temos (3 Senadores e 8 Deputados Federais), somente um esta entre os “100 cabeças”, o Senador Arthur Virgilio Neto, diga-se de passagem, considerado o segundo mais influente do país. Por favor, não vale argumentar que são ‘estreantes’. Na lista do DIAP constam vários estreantes de todas as regiões do país. Se não está lá é porque não é bom. E pronto!

Como se pode ver, a grande maioria dos nossos parlamentares federais são Deputados e Senadores do “baixo clero” do Congresso Nacional e isto não é uma opinião minha. Ah, a minha opinião? Prefiro dizer que são parlamentares de “outdoor”. Isto eles sabem fazer muito bem. Divulgar as suas participações em assuntos insípidos e sem repercussão nacional. Mas não vou me ater a uma avaliação pessoal, quero na verdade apelar à inteligência analítica dos meus leitores.

Um Deputado Federal custa aos cofres públicos aproximadamente R$ 94.000,00 por mês, entre salário, extraordinárias, verbas de gabinete, combustível, passagens aéreas, etc., ou seja, um mandato de quatro anos custará ao povo a bagatela de R$ 4.512.000. Discutir se ganham pouco ou muito é perda de tempo. O prejuízo causado ao Amazonas e ao Brasil por desempenhos pífios no Congresso Nacional é incomensuravelmente mais alto.

Outro dia, navegando no Twitter, li um comentário deplorável. Um destes parlamentares, que ganha mais de R$ 4,5 milhões por mandato, agendava com um grupo de “parceiros” uma sessão de “Kart Indoor”. Quem sabe se o “nobre” parlamentar fizesse melhor uso do seu tempo, como uma boa leitura, ou se dedicasse um pouco mais a estudar as questões da Amazônia e do Brasil, talvez conseguisse um melhor desempenho no Congresso Nacional? Ou seja, ao invés de fazer o “dever de casa”, fica brincando de carrinho! Merecia umas boas palmadas no bumbum… (risos!)

Amazonas em 2011: Qual o desafio?

15/01/2010

É sempre bom refletir sobre o futuro. Todo mundo planeja e sonha com o que vai ou pretende fazer nos próximos anos. Alguns pretendem casar, outros adquirir casa própria, muitos trocar de carro, e os mais precavidos já planejam desde cedo sua própria aposentadoria (apesar de não ser uma preocupação da maioria).

Isto sem falar nos nossos sonhos de juventude. A universidade, a carreira, as viagens e os “amores”. O ser humano é interessante. Não perde a capacidade de imaginar para si sempre um futuro melhor, o que acaba provocando uma sensação agradável de felicidade, mesmo quando, no íntimo, a gente percebe o quão difícil é a realização desses sonhos!

E por que às vezes é tão difícil? Primeiramente porque somos inseguros quanto a nossa verdadeira capacidade de por em prática tudo o que almejamos. E em segundo, porque de fato a gente não planeja, além de que, ao menor sinal de dificuldade, costumamos mudar o foco dos nossos desejos e projetos.

Na administração pública ocorre mais ou menos a mesma coisa. É muito difícil para nós, cidadãos comuns, ficarmos imaginando o cenário do que pretendemos para o lugar em que vivemos. Na verdade sempre esperamos que algum “líder” o faça por nós. Sempre usamos a justificativa de que isso não é nossa responsabilidade.

Por exemplo: Você já está imaginando o que esperar para 2011 em termos de políticas públicas para combater a violência crescente no nosso estado? E como vamos gerar emprego para esta massa de jovens que estará se formando nas universidades nos próximo 3 ou 4 anos? E quanto a precária situação dos municípios do interior, como gerar trabalho e renda? Enfim, qual é o projeto do Amazonas? Qual é o seu projeto para ajudar a solução destas intricadas situações? Ou você acha que o estado não é você? Pretende se mudar para onde? São Paulo? Argentina? Marte, quem sabe…

No próximo ano já teremos elegido um novo governador. Uma nova gestão estará se iniciando. Vou agora, em um exercício de cenário futuro, perguntar: Qual é o DESAFIO para o Amazonas em 2011? Quais dos nossos “milhares” de problemas serão elencados como prioridade? Um bom primeiro passo para responder estas perguntas é começar a analisar, dentre as lideranças políticas, empresariais, estudantis e trabalhadoras, quem enfim está se dedicando a discutir e apresentar idéias e propostas coerentes para superar desafios. Quero aqui neste simples artigo, manifestar um pouco do que imagino, para ser pensado por aqueles que pretendem disputar algum cargo eletivo na próxima eleição.

Desafio de curto prazo: Como conter a violência que assusta e tira a dignidade de uma população acuada? Minha resposta: Reduzir a impunidade através de um pacto social local entre o povo e as instituições públicas (Executivo, Legislativo e Judiciário), aplicando a “tolerância zero” como princípio do combate ao crime em todas as suas formas.

Desafio de médio prazo: Como criar um programa agressivo de geração de renda e desenvolvimento para os jovens e para o interior do estado? Minha resposta: Vamos parar de ficar inventando “moda” e lutar imediatamente para estender os incentivos fiscais que hoje beneficiam somente a área de Manaus (Zona Franca) para todos os municípios do interior e perenizar (acabar com a limitação de tempo para o seu fim) nosso modelo de sustentação. Naturalmente, oferecendo ao resto do país a garantia de que, isso aprovado, estará se preservando a maior reserva florestal tropical e ambiental do planeta. Tenho certeza que contaremos com o apoio de toda a comunidade internacional preocupada com isso. Acho muito mais lógico do que simplesmente pagar esmolas de “Bolsa Floresta” e deixar o povo do interior contemplando uma natureza “intocada”, e condenado a não fazer mais nada da sua vida. Isto não é justo com as nossas cidades interioranas.

Desafio de longo prazo: Como criar um instrumento educacional de preparação e resgate dos jovens amazonenses para o futuro? Minha resposta: Não importa a qual custo financeiro, realizar uma revolução no ensino fundamental, médio, técnico e superior, adotando o princípio da educação em “tempo integral” para todos os níveis (exceto o superior), investindo pesado nos quadros de educadores e em infraestrutura. No caso do ensino superior estadual, fomentar as áreas de pesquisa e desenvolvimento, focando principalmente na formação do “ser humano integral”, fortalecimento do caráter, da moral, do senso crítico e das potencialidades humanas. Não dá mais para ficar nosso estado com notas vexatórias nas avaliações nacionais, a exemplo do ENEM.

Alguém aí está planejando o nosso Amazonas da próxima década?

Estas são algumas das discussões que deveriam estar pautando as nossas casas legislativas, Câmaras Municipais, Assembléia Legislativa, Câmara dos Deputados e Senado (nossa bancada). Se já estão, perdoem-me, deve ser algum problema de comunicação, porque daqui debaixo não estou vendo nada. Será apenas uma impressão?

Bolsa Família no Brasil: uma visão diferente

12/01/2010

Esta semana, em uma discussão acirrada com alguns amigos, um deles levantou a questão da bolsa família no Brasil e lembrou que isto parecia muito mais um instrumento de sustentação eleitoral do “projeto PT” do que uma política pública de inclusão social.

Confesso que também tinha uma visão parecida, até que uma pessoa que respeito muito fez a seguinte observação: “Paulo, você já analisou que se esses 40 milhões de brasileiros não recebessem esta bolsa, simplesmente elas não teriam o que comer?… Eram pessoas que viviam e provavelmente ainda vivem em uma linha de pobreza absoluta. Miséria e fome mesmo!

Concordei e comecei a fazer alguns cálculos. Esta classe, que simbolizava a miséria do Brasil, simplesmente não participava da base de consumo brasileira. Marginalizados e esquecidos pelo poder público por anos a fio, formavam um mundo a parte do que se pretendia em termos de construção de uma nação desenvolvida, um povo para que não foi dada a oportunidade de educação, saúde básica e irremediavelmente fadado a uma cruel sobrevivência.

Com o Bolsa Família, aproximadamente 40 milhões de brasileiros começaram a ter acesso a uma quantia mínima mensal para comprar alguns itens da cesta básica, como arroz, óleo, um pouco de proteína… Suficientes para eliminar a fome. E o que significou isto em termos econômicos? Por incrível que pareça isto não só significou muito, como acabou inserindo uma quantidade imensa de brasileiros em um novo tipo de mercado. Um mercado próprio que sobrevive fornecendo produtos básicos e que movimenta valores aproximados de R$38 bilhões por ano, ou seja, quase U$20 bilhões, o equivalente ao PIB de muitas nações pequenas. E sabe onde estava este dinheiro? Concentrado na renda de alguns brasileiros e, o pior, em projetos públicos de pouquíssima relevância social.

Portanto, independente da questão política associada a isto, o Bolsa Família, mais do que qualquer outro programa social já realizado no Brasil, não só permitiu a redução substancial da fome, como possibilitou um significativo avanço econômico para o país, ao incluir em um novo tipo de “mercado” 40 milhões de brasileiros.

Para as crianças da próxima geração, agora minimamente alimentadas, quem sabe poderemos oferecer uma educação básica de qualidade, permitindo que daqui 20 ou 30 anos esta nova classe social brasileira possa ser um mercado mais robusto e qualificado, tornando o Brasil uma nação verdadeiramente mais desenvolvida. Gostem os críticos do governo Lula ou não, o primeiro passo foi dado! O próximo, que é a universalização de uma educação crítica e de qualidade, é o próximo grande salto deste país.
Estou concluindo este artigo olhando pela janela do avião que se prepara para pousar em Brasília e pensando em como é bom ter uma visão daqui de cima. Tanto ainda por se fazer… Mas continuo sonhando.

Abraços a todos aí em Manaus.

As promessas estão sendo cumpridas? (parte II)

09/01/2010

Alguns temas que abordo aqui neste blog acabam gerando uma grande polêmica. Geralmente quando minha opinião “contraria” os que pensam de modo diferente, o que ocorre com frequência, estes costumam recrudescer nas palavras e partem para acusações do tipo: “mentiroso”, “político igual aos outros”, “vendido”… Isto sem falar nas expressões “impublicáveis”. No Amazonas, lamentavelmente, cada vez mais se faz oposição de forma pessoal. Repito, longe, muito longe, de estar certo em todas as minhas posições ou opiniões, estas refletem exatamente o que penso e que, invariavelmente, pode e deve ser diferente do que o leitor pensa, caso contrário não existirá o debate.

A partir da primeira parte deste artigo, fiz uma análise crítica e pude observar que o radicalismo de opiniões ou idéias é um campo fértil para a mediocridade humana. Escrevi um artigo que, sobre a ótica de utilidade para a construção de uma sociedade melhor, gera uma reflexão profunda e positiva, sob o título: “Faroeste Caboclo – Sequelas do Progresso”. Coloquei em discussão em um só artigo temas de extrema relevância, como: drogas, juventude, prostituição infantil, geração de emprego no interior, etc. Sabe quantos acessos gerou? Pouco mais de 80. Apenas quatro comentaram o artigo e quase nenhuma polêmica que pudesse repercutir para uma melhoria do debate.

Resolvi então escrever sobre as promessas que foram ou não cumpridas pelo Amazonino e recebi uma avalanche de acessos (mais de 300!), ataques pessoais, comentários positivos e negativos. No twitter tem um “cidadão” que chegou a perguntar quanto eu havia recebido do Amazonino para defendê-lo, e ainda refletiu que “quase” votou em mim, em alguma eleição passada. Minhas opiniões não têm preço! Uma outra, “Denise”, tentou me desqualificar questionando o que eu faria “em plena segunda-feira” despachando no Tropical Business. Que absurdo, gente! Meu pai mora no Tropical Business e com muita freqüência vou lá. Não sou funcionário público. Sou empresário e dono dos meus negócios e do meu tempo, muito provavelmente ela um dia poderá cruzar comigo na Pizza Hut em plena terça-feira. Oh que absurdo! (risos)

Quando se publica artigos de fofocas políticas, disse-me-disse da vida dos outros, perseguição de A contra B, aí vira uma festa! Todos batem, agridem, argumentam e acabam sempre do mesmo jeito, com a mesma opinião de antes! Cada um segue “certo” para o seu lado.

Agora quando o assunto é sério, relevante, construtivo e depende de posições responsáveis, ninguém quer dar muita bola! Afinal, é muito sem graça esse negócio de “papo cabeça”. E olha que são exatamente estes que criticam a falta de consciência dos eleitores da Zona Leste, quando na verdade, eles são muito piores.

Por último, quero lembrar que quando escrevi um contraponto aos artigos publicados na imprensa local acerca das promessas que não foram cumpridas pelo Amazonino, em absoluto afirmei o contrário. Disse apenas que parte daquelas promessas de campanha estava sendo cumprida, e que, na minha ótica, decorridos apenas 25% do mandato dele, ainda é muito cedo para rotular como “descumpridor” o atual Prefeito de Manaus.

Claro que a opinião daqueles que foram derrotados nas urnas sempre será contrária, pessimista, insatisfeita e caótica, como bem defini na charge publicada na primeira parte deste artigo. Independente dos erros e acertos da atual gestão. Ainda bem que a maioria absoluta dos eleitores de Manaus, incluindo o apoio maciço da classe média, escolheu e consagrou um projeto diferente do proposto pelos socialistas que administraram a cidade por quatro anos. Incluo-me nesta maioria.

O direito de resposta da Dra. Bianca Abinader

08/01/2010

Meu nome é Bianca Abinader Gavinho, tenho 28 anos, sou casada com Luiz Gustavo Gavinho há 4 anos. Temos uma filha de 3, a Beatriz, e estou no oitavo mês de gestação da minha segunda filha, Laura.

Sou médica, formada há 4 anos pela Universidade Federal do Amazonas, clínica geral, funcionária concursada da SEMSA em exercício desde Junho/2006. Desde Março de 2007 trabalho no Programa Saúde da Família, no qual cumpro regime de horário integral durante o dia. Não tenho outro emprego público ou privado, mas sou sócia em uma cooperativa médica, na qual faço alguns plantões noturnos em SPA’s.

Atendo entre 70 a 80 pacientes por semana no meu trabalho no PSF, todas essas produções são enviadas semanalmente ao Distrito. As consultas são voltadas para a Medicina Preventiva (Pré-Natal de baixo risco, Planejamento Familiar, acompanhamento de rotina de Hipertensos/Diabéticos, consultas preventivas pediátricas, etc). As consultas de primeira vez são agendadas pelas agentes de saúde, que visitam as casas dos comunitários, as consultas de retorno geralmente são agendadas por mim. Faço atendimentos domiciliares nos pacientes acamados da área.

Nestes 3 anos e meio como concursada, não tenho nenhuma falta registrada em meu nome, nenhum registro de denúncia ou qualquer outra queixa que me desabone, conforme documento emitido pela própria SEMSA (clique aqui para o documento).

No dia 04/01/2010, as 11:30, após atender as pacientes de pré-natal agendadas para aquela manhã, segui para o Distrito Norte para apresentar minha produção da semana anterior, assinar a minha frequência e depois fui ao escritório da Diretora, Dra. Sônia, para tratarmos sobre a possibilidade de minha transferência posterior para uma Unidade mais próxima ao local que irei morar após o nascimento de minha filha. Tudo isso está documentado e assinado pela Secretária que recebeu minha produção e pela Diretora (clique aqui para os documentos).

Cerca de 3 minutos depois de minha saída do posto, de um Fiat branco, com a marca da reportagem da rádio CBN, estacionado a dois quarteirões da unidade de saúde, desembarcaram dois homens: um repórter aparentando de 20 a 30 anos de idade, e o motorista, aparentando entre 40 e 50 anos. Ambos caminharam até o posto de saúde, entraram na recepção e abordaram os funcionários.

Com um microfone e gravador sem identificação da rádio, o repórter abordou o técnico Teófilo Bentes, perguntando se alí trabalhava a Dra. Bianca Abinader. Teófilo disse que sim.

Eles questionaram onde estava, já que ainda eram 11:30 da manhã e ela já havia saído. Ele explicou que tinha ido ao Distrito para entregar minha produção e pediu pra eles pararem de gravar, pois não podiam realizar gravações sem autorização/identificação prévia. Não foi atendido.

Perguntaram se esta minha ausência era permitida, já que meu horário de saída deveria ser ao meio-dia. Teófilo explicou que ir ao Distrito fazia parte do meu trabalho e deveria ser realizado no horário do expediente.

Perguntaram o que aconteceria se chegasse uma urgência e o médico não estivesse no local, explicaram que posto de saúde da família não atende urgências, nem temos estrutura pra isso, e que estes devem ser encaminhados aos SPA’s mais próximos. Os atendimentos são agendados.

Seguiram perguntando sobre minha frequência, se cumpria os meus horários, qual era a minha relação com a comunidade, entre outras perguntas. Teófilo respondeu que eu vinha todos os dias, atendia meus pacientes agendados e cumpria a minha carga horária. Respondeu ainda que se eles quisessem saber sobre minha relação com a comunidade, deveria perguntar pra eles. Teófilo pediu novamente pra eles se identificarem e eles seguiram apenas perguntando, nunca respondendo. Saíram da únidade e abordaram dois comunitários e depois seguiram em direção ao carro novamente.

Assim que saí do Distrito recebi uma ligação do Teófilo me avisando do acontecido. Ele já havia tentando me ligar antes, logo que isso ocorreu, mas havia deixado meu celular no carro e não atendi as ligações.

Como funcionária pública sei que estou passiva, a qualquer momento, a fiscalizações ou apurações de denúnicas. Particularmente, conforme documento já mostrado, nunca tinha acontecido isto em 3 anos que trabalho naquela Unidade. Mas sendo funcionária pública, tenho o dever de prestar um bom serviço a população. Só achei estranho a abordagem e a falta de identificação, porém deve ser alguma estratégica jornalística. Não sei.

No dia seguinte, Terça 05/01/2010, a rádio CBN, as 08:04 minutos, iniciou uma matéria falando da falta de médicos nas unidades de saúde. Depois de dar exemplos de má conduta por parte de alguns médicos, com exemplos trágicos de falta de ética, começou a falar sobre uma reportagem realizada na UBSN-17, no Campo Dourado, onde trabalho.

A matéria dura cerca de 18 minutos, em torno de 10 minutos a partir da primeira citação do meu nome.

Inúmeras inverdades foram citadas a meu respeito. Para resumir, vou lhes detalhar apenas as mais graves, em ordem cronológica de acontecimento:

1) Inicia a reportagem dizendo que minha Unidade de Saúde recebe denúncias diárias da rádio. Nenhuma denúncia foi encaminhada a Secretaria, afinal, até dia 05/01, eu não tinha nenhuma denúncia em meu nome, conforme link anterior assinado pela SEMSA.

1) Relata que existem pacientes aguardando atendimento médico desde Setembro, segundo relato posterior de uma moradora, que reclama que a agente de saúde não aparece para lhe dar satisfação desde lá. A consulta de primeira vez é agendada pela agente de saúde, se isso não aconteceu, nem sequer tive conhecimento da necessidade do atendimento, portanto em momento nenhum me recusei a atendê-la.

2) Diz-se que o paciente não foi atendido porque o médico não aparece para trabalhar. Tanto no dia da reportagem quanto nos dias anteriores tenho registro de minha assiduidade e de meus atendimentos prestados. Não tenho faltas e todas as minha produções semanais estão registradas no DISA NORTE.

3) Diz-se que o Secretário Municipal de Saúde, Francisco Deodato, informou que no dia 04/01 iria instalar uma sindicância para apurar o meu caso pois estava sendo acusada de não cumprir o horário de trabalho. O meu nome não é citado como denunciada, ele relata apenas qual é o procedimento padrão para qualquer funcionário público que recebe uma denúncia. A matéria deu a entender que já havia uma denúncia, não realizada até o dia 05/01, quando procurei a SEMSA.

4) Segundo depoimento de uma moradora, seria difícil encontrar a médica na unidade de Saúde. O relato vem de uma comunitária que mora no local de aluguel. Minha área tem cerca de 6000 pacientes registrados quando deveria cobrir, no máximo, em torno de 3000. Somos orientados a registrar e atender aos pacientes que possuem casa própria na área e encaminhar os pacientes de aluguel a nossa Unidade de Referência, no caso a UBS Áugeas Gadelha. Seria o caso da paciente do depoimento, que nunca havia sido atendida por mim.

5) O repórter diz que recebeu uma ligação de uma pessoa amiga, que entre outras coisas, sugere que ele pondere sobre a veiculação desta matéria por causa do meu estado de gravidez avançada. Ele responde dizendo que gravidez não é doença, com algumas exceções. Mas que como eu era médica e sabia de minhas limitações, se estivesse incapacitada de trabalhar deveria ter entrado com uma licença médica, no estanto, continuava trabalhando. Nisso o repórter se contradiz, pois há poucos minutos atrás, estava repetindo diversas vezes que eu não trabalhava.

6) O reporter relata que, em nome do zelo profissional, entrou em contato com a assessoria da SEMSA para confirmar a informação, repassada por esta amiga, de que eu estaria no momento da reportagem entregando meus relatórios de produção e frequência e a assessoria nega, dizendo que estava sim no DISA, mas para tratar de minha transferência, bem depois do horário da reportagem e que nenhum relatório de produção. Várias inverdades nessa parte:

– a própria Sônia me disse que foi procurada, que informou que estava comigo no horário da reportagem (entre 11:30 e 12:00), inclusive assinou um documento que prova isso. Não foi depois da reportagem, foi no momento desta.

– a própria secretária do DISA recebeu meu relatório semanal e assinei a frequência na sua frente. Tudo isso também registrado e assinado.

Frente todas essas acusações equivocadas, venho ressaltar publicamente que em momento algum fui procurada pela equipe da CBN para prestar esclarecimentos. Até onde sei, é obrigação do veículo de imprensa, frente a denúncias desta importância, procurar o “acusado” para esclarecimentos antes de se veicular a matéria. No entanto, acredito que a equipe da CBN tenha tido alguma dificuldade em conseguir meus contatos a tempo de fechar a matéria.

Após esta reportagem me citando, com tantas especulações, iniciou-se uma série de outras reportagens em outras Unidades de Saúde da Família. Todas levando cerca de dois minutos apenas, mesmo algumas sendo bem graves. Na segunda unidade, eles chegaram identificados, porém não chegaram identificando o nome da médica, que nem conheciam. Ressaltaram que a médica estava afastada por licença médica.

No outro dia, quando eu estava afastada por licença médica, a CBN voltou ao meu posto de saúde. Disse na nova reportagem que eu não estava presente, mas não citou que agora quem estava afastada por licença médica era eu, apesar de terem sido informados pelo técnico.

Todas as outras reportagens de investigação em UBSNs posteriores a minha foram mostradas ao vivo. A minha foi a única gravada e editada. Provavelmente uma mera coincidência.

Ainda ontem (06/01/2009) o repórter criticou a médica Bianca Abinader por ser frequente usuária da rede social Twitter.

Ser médica não me impede de utilizar nenhuma rede social, de expressar as minhas idéias, muito menos me determina limitação de frequência. Já acessei a internet durante o final do meu expediente alguns dias, após atendimentos, e para marcação de Exames e Consultas de especialistas pelo Sistema de Regulação On-Line (SISREG) para meus pacientes, mas isso nunca impediu que cumprisse o meu papel profissional, sequer pode ser classificado como má conduta. Fora do meu horário de expediente, utilizo com bastante frequência as redes sociais, mas isso só diz respeito a mim. Não entendo porque insistir tanto nesse assunto tão particular.

A frequência de uso de redes sociais por mim ou qualquer outro profissional, desde que não interfira na assiduidade e qualidade do seu trabalho, não deveria ser questionada. Seu profissionalismo, sim.

Logo depois do ocorrido, venho recebendo diversos votos de solidariedade e apoio, tanto por parte dos meus familiares, quanto por parte de amigos, colegas e conhecidos. Isto tem me dado forças pra superar tanta calúnia. A própria rede social tão duramente criticada pelo repórter, foi uma das que mais se manifestou e se solidarizou diante desta constante difamação do meu nome dos últimos dias.

Não é fácil para uma pessoa no oitavo mês de gravidez, esposa, mãe e trabalhadora ter seu nome sendo repetido diversas vezes ao dia envolto por tantas inverdades. Tanto que, desde a Terça-Feira, 05/01, dia em que a reportagem foi ao ar, estou afastada com atestado médico por consequências emocionais graves diante da minha gravidez. Poderia estar trabalhando normalmente, cuprindo minha carga horária como sempre faço, mas estou afastada e enfrentando todas as desatrosas consequências emocionais destas denúncias.

Quem não deve não teme. Concordo com o ditado e não temo, tanto que enfrentei a situação e já contactei todos os orgãos (SEMSA, CRM, Sindicato dos Médicos, etc) pra me disponibilzar pra qualquer informação/investigação necessária, exatamente porque sei da idoneidade dos meu atos.

Mas isso não me impede de, enquanto ser humano, em especial na condição de mulher grávida, me chocar frente a tanta insistência por parte da Rádio CBN Manaus em citar e denegrir o meu nome.

Espero, e isso é o que mais preocupa a minha família no momento, que esse equivoco a qual estou sendo submetida, não traga nenhuma consequência grave para minha saúde e para saúde da minha filha ainda em meu ventre. Gravidez realmente não é doença, mas qualquer abalo emocional mais grave pode nos prejudicar nessa situação.

Podem existir muitos médicos praticando atos de má conduta, péssimo atendimento, falta de ética profissional, porém não existe nenhuma evidência de qualquer ato desta natureza praticados por mim. Até quando meu nome vai continuar sendo utilizado como exemplo de profissional deste nível de maneira tão vil?

Ao contrário de tudo que foi dito, esta é a médica e amiga Bianca Abinader conhecida pela comunidade do Campo Dourado desde 2007: Festa de Natal do Campo Dourado.

Médicos ausentes e não comprometidos com a comunidade pra qual assistem provavelmente seriam incapazes de ações sociais como esta, sem nenhum interesse a não ser o bem estar da população. Mas isso é só um pouco do meu trabalho por lá.

Agradeço a atenção de todos. Minha alma gritava por este desabafo.

Fonte: http://sites.google.com/site/biancaabinader/home

As promessas estão sendo cumpridas?

06/01/2010

Recentemente os jornais da cidade publicaram matérias que comentavam que a “maioria” das promessas feitas pelo Amazonino durante a campanha de 2008 não tinham ainda sido cumpridas. Acompanhei vários debates na internet e vi várias enquetes, feitas pelos mesmos jornais, que confirmavam junto a opinião popular este mesmo sentimento.

Pronto! Lá vou eu de novo manifestar uma opinião contrária e polêmica.

Um dos jornais chegou a enumerar as 20 principais promessas feitas durante a campanha, afirmando que apenas três delas foram cumpridas. Espera aí! Na minha conta foi um pouco mais.

As obras da passagem de nível da Av. Umberto Calderaro e do viaduto do Coroado estavam paradas. A primeira só tinha um projeto e a placa sinalizadora, e a segunda “embargada” com pendências no Ministério Público, etc. Quase gargalhei quando o Serafim afirmou que havia deixado o projeto pronto e o dinheiro na conta, ou seja, “a bola na marca do pênalti e sem goleiro”. Pô, Sarafa, isso não existe! Obra tem que pelo menos estar iniciada e em andamento. Projeto? Dinheiro em que conta? Da Camargo Correia? Para com isso, você teve quatro anos para fazer e não fez… Ele teve só um ano e fez! Ainda tem um twitteiro que diz que o piadista sou eu!

Assim sendo, acrescentemos mais uma promessa cumprida: a conclusão da passagem de nível da Av. Umberto Calderaro.

Agora, tem mais uma que vale a menção. E os buracos da cidade? Acabaram? Claro que não, mas diminuíram e muito, quanto a isto não resta a menor dúvida! Também pudera, quatro anos esburacando… Tinha buraco na Getulio Vargas, Djalma Batista, Constantino Nery, Noel Nutels, Max Teixeira… Do centro à Zona leste. A cidade vista do espaço, comentavam os mais bem humorados, concorria com a Lua. Hoje ainda tem muito estrago, não nego, principalmente os feitos pelas obras do gás e da água, mas melhorou em muito a situação e foi mais uma promessa cumprida.

Ou seja, na minha simplória conta, cinco das vinte principais promessas foram cumpridas, mais ou menos 25% do total, o que coincide com o tempo decorrido do seu mandato.

Agora eu gostaria de perguntar, quanto tempo ele tem para cumprir com o que prometeu? Qual é o tempo decorrido do seu mandato? Será que não é um pouco demais cobrar que sejam cumpridas TODAS as promessas feitas para um período de quatro anos em apenas 12 meses? Quer dizer que demora quatro anos para destruir uma cidade e querem que tudo se reerga em um ano?

Calma, a campanha de 2008 já acabou! Menos para os que perderam, claro!

PS: Um dia, com mais calma, ainda vou escrever sobre a inadimplência do INSS da Prefeitura, que a gestão passada transferiu para a atual e deixou Manaus sem condições de receber recursos do governo federal quase até o meio do ano. Uma irresponsabilidade sem tamanho ou uma bomba de efeito retardado para atrapalhar a nova administração?

Os donos da 'verdade'