Archive for dezembro \27\UTC 2009

Perguntas e Respostas? Formspring.me!

27/12/2009

A internet está ficando cada dia melhor, mais prática e interativa. Criaram agora um novo instrumento, muito mais ágil e prático, para fazer justamente o que eu vinha fazendo nos meus últimos artigos, chamado: Formspring.me

O que é isto? Uma ferramenta que permite que qualquer internauta faça perguntas diretas a quem tem interesse. Tendo o perguntado que responder postando objetivamente em uma espécie de “mural” que vai deixando arquivado, com livre acesso público, tanto as perguntas como as respostas. Diante disso, estou passando aqui o endereço da minha página, http://formspring.me/PauloDeCarli , para que todos os leitores, visitantes do meu blog ou twitter, tenham respondidas qualquer tipo de pergunta que me for encaminhada.

Quando o assunto tiver relevância e mereça uma discussão ou ponto de vista mais aprofundado, escreverei sobre o assunto em forma de artigo aqui no blog.

Portanto, solicito àqueles que estão ansiosos por respostas mais diretas, especialmente nos temas mais polêmicos, que visitem meu formspring, onde já estão disponibilizadas boas perguntas e respostas, com os assuntos que seriam publicados em forma de artigo. Aquele que achar insuficiente ou insatisfatória as respostas, por favor, não hesite em encaminhar mais perguntas. Repito: TODAS AS PERGUNTAS SERÃO RESPONDIDAS.

Assim poderei voltar a escrever sobre temas importantes do nosso estado. Já estou elaborando alguns textos sobre minhas andanças pelo interior. E venho cheio de novidades e idéias.

Até agora visitei os seguintes municípios: Rio Preto da Eva, Careiro Castanho, Careiro da Várzea, Manaquiri, Iranduba, Manacapuru, Anori, Barreirinha, Nhamundá e Parintins.

Fora isto algumas polêmicas que ainda tenho que falar sobre Violência, COPA 2014, Política, Desenvolvimento e Trabalho, Educação e outras relevâncias. Sempre usando as Charges para dar uma pitada de humor. Ainda não decidi se uso fotos ou não, acho que pode ficar muito carregado o blog e dificultar o acesso a quem usa uma internet de baixa velocidade… e qualidade!

Espero que o Natal tenha sido um momento de engrandecimento a todos. Boa Noite!

Cidade: Quem são os donos?

25/12/2009

Interrompo a série de “perguntas e respostas” que eu vinha publicando para escrever sobre a grande polêmica deste final de ano, a criação da Taxa de Lixo.

Antes de tudo é bom lembrar que esta taxa, independente de questões políticas, já existe no Brasil desde a época que Lamartine Barros era sucesso nas famosas “ondas tropicais”, lembram? Confesso que eu não! Mas minha avó sempre relembrava. A diferença é que se chamava TLP (Taxa de Limpeza Pública) e vinha cobrada junto com o IPTU (Imposto Predial e Territorial Urbano). Agora, sem querer me imiscuir nos aspectos jurídicos de legalidade ou não, é sempre útil e responsável analisar o assunto sobre o ângulo da oportunidade e necessidade, assim sendo, uma primeira pergunta:

Quanto a cidade (Prefeitura Municipal) está gastando com o serviço de coleta e destinação do lixo? De onde vêm estes recursos?

A resposta é fácil. Aproximadamente R$ 60 milhões por ano (R$ 94 milhões, de acordo com o Vereador Marcelo Ramos) e os recursos são retirados do orçamento próprio do município, alimentados pelas diversas receitas que o compõe.

Aí vão perguntar: Então por que criar uma nova taxa? Simplesmente pelo fato de Manaus não conseguir, na mesma medida em que sua população explode em crescimento, sustentar-se com os recursos que atualmente subsidiam os serviços públicos na cidade.

Quero fazer agora uma analogia. Imagine que você seja sócio de uma empresa, digamos uma grande loja de departamentos, e esta empresa que fatura uns R$ 10 milhões por ano em vendas, chega ao final do ano com um prejuízo de R$ 1 milhão. Você, juntamente com mais nove sócios em partes iguais (10% de cada um), recebe a comunicação dos contadores avisando que terá que “cobrir” o prejuízo com R$ 100 mil reais ou arcar com o ônus do encerramento das atividades da loja. Aí, revoltado, você vai dizer que não vai pagar porque a dívida não é sua, mas sim, da empresa que você é dono? Claro que não, você até mesmo por força legal, terá que assumir sua responsabilidade de sócio.

Poderíamos, até para ficar mais social esta analogia, substituir neste exemplo a empresa por um condomínio de apartamentos que, ao final do ano, necessite cobrir um desequilíbrio financeiro justamente nas despesas de limpeza e lixo do prédio. E daria no mesmo!

A cidade é exatamente isso. Um grande “condomínio” com cerca de 2 milhões de moradores e a conta desta despesa é nossa. Sempre. Porque também somos nós os beneficiados com a melhoria de qualidade de vida. Ou prejudicados quando há uma redução desta mesma qualidade.

Então por que tanta polêmica? Também é simples responder. Ninguém gosta de pagar impostos, taxas e contribuições. Sempre achamos que estamos sendo roubados, que o dinheiro é mal utilizado e vai por aí… Na verdade, nós queremos mesmo é que o dinheiro fique em nossas mãos para podermos dar um destino mais “justo” como, por exemplo, fazer uma viagem ou trocar o carro. A cidade (o coletivo) que se exploda! “Farinha pouca, meu pirão primeiro!”, visão retrógrada e individualista.

Aí vem um bando de “politiqueiros” de plantão que, fomentados pelo sentimento egoísta do individual sobre o coletivo (uma característica sociológica nossa), ganham as primeiras páginas, esquecendo-se do mal que estão fazendo a Manaus. A cidade precisa se reorganizar para a Copa de 2014 e o sistema de coleta e tratamento dos resíduos da cidade tem que melhorar muito, inclusive sobre o prisma ambiental. A limpeza de Manaus tem que ser uma referência para o mundo que nos observará em 2014.

E a pergunta final: Quem tem que pagar a conta desta melhoria? A resposta não pode ser mais óbvia. Nós, os beneficiados!

Portanto, fica aqui uma opinião, que sei que contraria o que muitos estão propagando por aí, especialmente aqueles que tiveram a oportunidade de fazer e faltou-lhes a coragem e competência necessárias.

4ª pergunta: Quais deveriam ser as exigências mínimas para um candidato ser considerado apto para disputar uma eleição?

19/12/2009

Esta pergunta feita pela Chrys vem com algumas sub-questões do tipo “Ensino Superior ou Médio? Ficha Limpa?“. Claro que, neste caso, ela pretendia induzir a minha resposta para os aspectos de qualificação ética e acadêmica.

Como ela abordou o assunto “ficha limpa” de forma mais específica na quinta pergunta, vou aqui ater-me a questão relacionada ao “estar preparado” para exercer cargos públicos, via disputa eleitoral.

No Brasil, vivemos numa democracia representativa fundamentada no VOTO, direto e universal (todos com direitos iguais). Ou seja, todo cidadão, no gozo da sua condição, pode votar ou ser votado dentro das regras gerais da Lei e da Constituição.

Como assim? Regras? Sim! Para você votar, por ser uma obrigação, a regra é bem mais simples. Você tem que se inscrever na Justiça Eleitoral para obter o título de eleitor e comparecer as urnas no dia da eleição, no horário determinado.

Para ser votado são necessários alguns pré-requisitos como: Estar quites com a Justiça Eleitoral; Apresentar certidões negativas da Justiça Estadual e Federal que comprove não existir condenação por crimes, inclusive contra administração pública, cível, criminal, etc.; Estar filiado a um partido político por pelo menos um ano da data que será realizada a eleição; Comprovar residência no domicilio eleitoral por pelo menos um ano da data da eleição que será disputada.

Como se pode ver, existem sim regras para participar do processo eleitoral e algumas outras exigências, por exemplo: Para disputar a eleição para o Senado Federal ou Presidente da Republica é necessário que o candidato tenha 35 anos, no mínimo, até o dia da eleição pretendida.

Bem, entendido que existem normas para ser candidato no Brasil, vamos a uma análise um pouco mais polêmica. A questão relacionada ao “preparo” para exercer uma função pública de relevância. Existem pré-requisitos? Sim! Existem. Basta o cidadão comprovar com uma carta redigida de próprio punho que sabe ler e escrever, dirigida ao Juiz Eleitoral, que este cidadão poderá concorrer até Presidente da República. Aliás, alguém se lembra qual é o grau de instrução do nosso atual Presidente?

Sinceramente, não sei se isso influencia no resultado final da administração pública. Até acho que sim, mas numa democracia, quem tem que decidir quem são os mais “preparados” que devem ser eleitos (ou não) é o povo, ou seja, você.

Muitos ainda dirão: “Eu? Impossível! Uma andorinha só não faz verão.“. Também acho, só que várias sim.

Um dia desses eu estava argumentando com um grupo de “analistas” e eles diziam que quem decidia mesmo, uma eleição em Manaus, era a “Zona Leste”. Sim, e na Zona leste não tem universitário, não? Claro que tem! E não são poucos. O importante, como eu disse em outro artigo neste blog, é a persistência dos atores deste processo.

Para finalizar, respondendo a quem acha que eleger excrescências democráticas é característica de locais subdesenvolvidos, lá vai mais uma! Vocês sabem quem foi um dos Deputados mais votados no “desenvolvido” estado do Paraná? Há alguns anos atrás foi o apresentador de televisão Ratinho, e recentemente houve uma renovação: O filho dele foi eleito. Isto lembra alguma coisa em comum com o nosso estado?

Repito, não existe força legal que contrarie a força popular. É preciso evoluir o povo primeiro e, na medida em que isso ocorrer, o amadurecimento democrático acontecerá junto. Agora, para aqueles que acham tudo isso imperfeito demais, recomendo que pesquisem no GOOGLE a palavra “TIRANIA” e relembrem as conseqüências dela ao longo da história.

3ª pergunta: O que você acha que deveria mudar no atual sistema político?

16/12/2009

Aqui as perguntas realmente começam a ficar interessantes e polêmicas. Vou responder com minha opinião de cidadão e como pessoa que já participou diretamente deste sistema democrático e que, de forma indireta, ainda participa. Não significando que as minhas ideias sejam absolutamente as ideais para o Brasil, mas pelo menos são propostas que deveriam ser abertamente discutidas pelo país.

Nosso sistema democrático ainda é muito jovem, imaturo e sofre um processo de acomodação que faz com que os atores deste cenário, com muita dificuldade, compreendam pouco as consequências da base democrática: O VOTO.

O povo, os partidos políticos, a sociedade organizada (empresas, movimentos sociais, igrejas e etc.) e, principalmente, os políticos, ainda têm um longo caminho a percorrer até que possamos, finalmente, nos autodenominarmos uma nação livre, democrática, socialmente justa e desenvolvida.

Mas não se enganem, caminhamos sim neste sentido e tudo será uma questão de tempo (algumas gerações!) e persistência. Alguns dos meus pensamentos neste sentido são:

VOTO OBRIGATÓRIO: Pessoalmente entendo que votar é um direito, não uma obrigação. Não consigo entender quando o Estado brasileiro se utiliza da propaganda institucional para “vender” ao povo uma idéia do tipo “é seu direito votar e ser votado”. Começou errado, se é direito não pode ser DEVER, seria o mesmo que dizer que se candidatar (ser votado) é uma obrigação de todo cidadão. Liberdade e Democracia são irmãs siamesas, a liberdade de votar em quem quiser; ser votado se quiser e, principalmente, votar como direito de cidadania, isto sim, é Liberdade Democrática.

REELEIÇÃO: Outro grande problema para a nossa “imatura” democracia é permitir que haja reeleição em um país que historicamente foi governado pelo coronelismo e por oligarquias exploratórias. Isto prejudica o processo de renovação política e a formação de novas lideranças, novos pensamentos e conceitos que possibilitariam a maior evolução da sociedade brasileira. Além do que, a reeleição, sem dúvida, estimula a corrupção “eleitoral” e diminui a eficiência da gestão pública, fazendo com que homens públicos, no afã de conquistar um segundo mandato, em vez de governar praticando políticas públicas de estado, governem “jogando para a platéia”, estimulando políticas públicas de resultado imediato em detrimento das verdadeiras ações de longo prazo, a exemplo da educação e do saneamento básico. Vou mais além, entendo que em um país infestado pela corrupção como é o nosso, sequer, reeleição para os cargos do poder legislativo deveriam existir. Ou seja, vereador que quiser concorrer em outra eleição deve concorrer a outro cargo (estadual ou federal) e assim com todos, forçando uma reciclagem geral nos parlamentos a cada quatro anos.

MERITOCRACIA: Outro grande estimulador de corrupção “eleitoral” é o tamanho do queijo que se oferece aos ratos. Muitos partidos lutam para chegar ao poder, no intuito único e exclusivo de se encastelarem nos cargos “comissionados”, um verdadeiro banquete com o dinheiro alheio. Emprego público somente para concursados, admitidos pelo critério do mérito. E vão me perguntar, mas e os cargos de confiança, como ficam? Serão ocupados por pessoas de confiança do gestor eleito, dentre os funcionários públicos concursados.

Pois aí estão somente algumas das mudanças que poderiam melhorar muito a qualidade da nossa democracia em seus resultados práticos. Muitas outras questões devem ser discutidas, amadurecidas e colocadas de maneira séria em aliança com a sociedade. Em suma, enquanto não houver uma REFORMA POLÍTICA, dificilmente a sociedade perceberá qualquer evolução no sistema político.

2ª. pergunta: Enquanto Vereador de Manaus, o que você fez pela cidade?

14/12/2009

Esta resposta é a mais complicada, porque tudo que eu escrever será quase como um auto-elogio, portanto “piegas”, e parecerá um joguinho do tipo “você pergunta isso que eu te respondo aquilo, e tudo fica lindo!”. Acreditem, realmente esta pergunta estava no e-mail e, para que não pareça coisa combinada, vou procurar responder de forma curta e sem emotividade opiniática. Ou seja, sem papo de político se promovendo.

Primeiramente, para quem tiver algum interesse (alguém?), todas as informações a seguir podem ser obtidas no site da Câmara Municipal de Manaus ou, para facilitar, no Google. E, para ficar apenas registrado, quero me ater ao que realmente me motivou e de alguma forma beneficiou a cidade, seja pela discussão ou pela aprovação do projeto em si.

Tarifa Domingueira: A proposta de Projeto de Lei, encampada pelo Prefeito da época, que criou a meia-passagem de R$ 1,00 aos domingos é de minha autoria, inspirada no modelo de Curitiba. Cerca de 400 mil cidadãos utilizam ônibus aos domingos, dia em que o trabalhador comum não é contemplado com o vale transporte. Esta proposta, que foi implantada em Manaus, permitiu que mais pessoas, a um menor custo, pudessem freqüentar feiras, igrejas e templos, eventos culturais e esportivos, shoppings, banhos e clubes de lazer. Além de beneficiar as famílias em seus encontros dominicais.

Escolas de Tempo Integral: Fui o autor da Emenda a Lei Orgânica do município que introduz na política pública educacional de Manaus a priorização na adoção do sistema de educação em tempo integral, como política pública permanente na cidade. Aprovei por unanimidade no plenário da Câmara Municipal em primeiro turno de votação no apagar das luzes do meu mandato. Agora falta algum “iluminado” vereador, que esteja por lá, provocar junto à mesa diretora para que seja colocada a emenda em votação de segundo turno, para que seja promulgada.

Projeto Cidade Limpa: Sou o autor do projeto de Lei Complementar ao Plano Diretor de Manaus, que introduz, nos mesmos moldes, a lei que foi aprovada em São Paulo e que promoveu a limpeza de toda a poluição visual da cidade. Este projeto foi elaborado a quatro mãos com o Senador Jefferson Peres, que era um grande incentivador da proposta.

Nova Lei de Incentivo a Micro-empresa: Fui o relator e autor das emendas corretivas que viabilizaram a nova lei de incentivo às micro-empresas de Manaus e que, dentre várias vantagens a sociedade, desburocratizou e isentou de ISS e Taxa de Alvará milhares de micro-empreendedores, trazendo-os a formalidade econômica.

A CPI das Águas: Fui o autor proponente e Presidente da polêmica Comissão Parlamentar de Inquérito que investigou o contrato e a ação da empresa Águas do Amazonas S/A, bem como, a responsabilidade da gravíssima crise de abastecimento de água e saneamento da cidade de Manaus. O resultado final desta CPI foi a aprovação do Projeto de Resolução Legislativa que provocou a Prefeitura a re-pactuar o referido contrato de concessão, forçando o antigo grupo francês controlador da empresa a se retirar da sociedade. Pela primeira vez, em 20 anos de parlamento municipal uma CPI foi concluída com uma Resolução Legislativa aprovada em plenário.

Muitas outras propostas, requerimentos, projetos de lei e pronunciamentos foram realizados em quatro anos de mandato, destacando-se minhas ações na defesa dos planos de carreira de diversas categorias nas áreas da educação e saúde, a luta pelo chamamento dos concursados, o projeto contra o Nepotismo no âmbito municipal (também de minha autoria), projeto de reorganização urbana e viária… Enfim, como disse no inicio da resposta, tenho a impressão que falar de “mim mesmo” é muito complicado. Mas tenho certeza que fiz um bom mandato para a cidade.

1a. Pergunta: Por que uma pessoa “normal” entra em política?

12/12/2009

Juro que não estou tergiversando a pergunta, apenas me definindo como um cara normal. Para melhor contextualizar a resposta é necessário primeiramente contar sobre minha vida pré-política.

Aos 18 anos entrei na Universidade de Brasília (UNB) para o curso de Administração. Na ocasião, o “chefe” do nosso Departamento de Economia e Administração era o polêmico Prof. Cristovam Buarque, a quem devo, sem dúvida, a minha primeira inspiração política. Logo Cristovam Buarque assumiu a Reitoria da UNB e, alguns anos mais tarde, tornou-se Governador do Distrito Federal pelo PT. Ainda quando Reitor, antes de se tornar político, Cristovam foi o responsável por me inscrever em um processo seletivo conduzido pelas Fundações Thomas Jefferson e Rockfeller para a concessão de 10 bolsas de estudos integrais (todos os custos + salário) para jovens que estivessem cursando Administração ou Economia no Brasil. Consegui me qualificar e fui morar nos Estados Unidos, onde concluí minha formação na Universidade Northwood de Michigam, prolongando meus estudos até o MBA.

Morei nos Estados Unidos por quase oito anos, trabalhei em companhias de grande porte e achava que não mais voltaria para o Brasil. Vida tranqüila, excelente renda, enfim, qualidade de vida de primeiro mundo. Meus filhos estudavam em escolas de tempo integral, minha casa, com um conforto muito acima da média, foi comprada a juros de 2,25% ao ano, um sistema de saúde bastante evoluído e finais de semana com as crianças na Disney.

Até que, de repente, passou a dar uma vontade de seguir o coração “brasileiro” que dentro da gente bate descompassado, e comecei intuitivamente a provocar que meus negócios se redirecionassem para o Brasil, especificamente, para a minha origem de infância e adolescência, Manaus!

Voltei para o Amazonas e estabeleci empresas próprias e participações em indústrias no Distrito, construção civil, empresa prestadora de serviços e tecnologia.

Passei a comparar (nunca deveria ter feito isso!) os padrões sociais e econômicos entre países de primeiro mundo e o nosso. Um abismo que me dava frio na barriga e ao mesmo tempo INDIGNAÇÃO. Meu primeiro impulso, na tentativa de mostrar o quão grande e necessário é reduzir este abismo, foi tornar-me dirigente e ativo participante de entidades de classe empresariais. Fui Vice-Presidente nacional da BRASILCRUISE e membro do Conselho Superior da AFICAM – Associação das Indústrias e Empresas do Pólo Industrial de Manaus. Proferi palestras em São Paulo, Salvador e Brasília, em entidades de representação e universidades, sempre levando uma mensagem que finalizava na necessidade de se rever o modelo de gestão aplicado nos poderes públicos e que acabavam por “destruir” e atrasar o desenvolvimento social brasileiro. Não defendia o modelo “liberal” de mercado como solução. Apesar de empresário, achava que a economia brasileira era “selvagem” demais e o poder público corrupto e ineficiente. Será que eu tinha razão?

Ato contínuo das minhas atividades acima, surge a idéia de fundar o IADC – Instituto Amazonense de Defesa da Cidadania, junto com lideranças do movimento estudantil, sindicatos de trabalhadores e patronais, e diversos colaboradores voluntários. Iniciamos vários fóruns para discutir e elaborar um Plano de Desenvolvimento Estratégico para a cidade de Manaus. Áreas como urbanismo, transporte coletivo, educação, saneamento básico e outros aspectos da nossa cidade eram discutidos tentando, na medida do possível, envolver as pessoas dos bairros de periferia. Imagina só a nossa dificuldade! Enquanto eu chegava com esta história de “planejamento”, os políticos locais distribuíam sopas, refeições, ranchos e muitos prendiam “bandidos” em programas de televisão. Não preciso dizer o resultado!

Já em 2003, em um encontro com o Paulinho da Força Sindical em São Paulo, fui apresentado ao ex-governador e ex-candidato a presidência, e na época uma lenda viva da política brasileira, Leonel Brizola , Presidente Nacional do PDT. Confesso que fiquei encantado. Almoçamos só nós três. Brizola já com 80 anos, me deu uma aula de esperança e brasilidade. Fiquei impressionado com sua exposição sobre as Escolas de Tempo integral. Aí fui ao delírio. Filiei-me ao PDT de Brizola (que veio pela primeira vez pernoitar em Manaus para a minha filiação!), de Jefferson Peres, Darcy Ribeiro e do meu dileto mestre Cristovam Buarque.

Logo no ano seguinte, 2004, disputei a eleição para vereador em Manaus e me elegi com quase 5.000 votos. Fui líder do PDT na CMM, Vice-Presidente da Comissão de Constituição e Justiça, Presidente da Comissão de Economia, Finanças e Orçamento e da Comissão de Implementação e Acompanhamento das Leis. Logo em 2006, tornei-me, indicado em convenção do PDT, o primeiro e único candidato a Governador do Amazonas do partido e fui o mais jovem candidato que disputou aquela eleição no nosso estado.

Acabo de sintetizar minha história. A história de como uma pessoa normal entra para a política. Agora a resposta de “Por que?”. Todos os dias minha mulher faz a mesma pergunta. “Será que é correto você ficar sacrificando sua vida familiar, profissional e empresarial para continuar nisso?”. Eu respondo sempre com meu silêncio! E penso: Enquanto eu não perder a capacidade de me indignar e acreditar que eu possa fazer as coisas diferentes do que são… Sim! Vale à pena!

Perguntas que deveriam ser respondidas por todos

11/12/2009

As maiores reclamações que tenho escutado por aí dizem respeito, essencialmente, a duas questões: Falta de transparência de boa parte dos homens públicos e atitudes duvidosas ou questionáveis dos políticos em geral. Como conseqüência, existe uma total e natural desconfiança sobre as “reais” intenções das pessoas que resolvem se envolver com uma atividade considerada “em baixa” pela maioria absoluta das pessoas, especialmente os mais jovens.

Uma pessoa que trabalha comigo, e que se encaixa no perfil mencionado, enviou-me o seguinte e-mail com uma sugestão interessante:

“Paulo, formulei as seguintes perguntas que, se respondidas de forma sincera, podem aclarar boa parte das dúvidas que as pessoas que acessam o teu blog possuem, sobre questões que na maioria das vezes acabam por alimentar certa desilusão acerca das reais intenções de um homem público como você.”

Logo em seguida ela “disparou” as seguintes perguntas:

1. Por que você resolveu ser político?
2. Você foi vereador em Manaus. O que você fez pela cidade?
3. O que você acha que pode mudar no atual sistema político?
4. Quais deveriam ser as exigências mínimas para ser considerado apto para concorrer a um cargo público? Ensino superior ou médio? Ficha limpa? Falar mais de um idioma?
5. E aqueles candidatos que tem ficha suja (imensa) e nenhum processo julgado, é justo que eles concorram?
6. Por que continuar acreditando em políticos se eles são todos iguais?
7. Se você fala tanto em renovação, por que apoiou a candidatura do Amazonino Mendes nas eleições de 2008?
8. A concessão do Porto de Manaus foi dada, dizem, a “preço de banana” para sua família, você acha isto certo?

Depois de refletir um pouco sobre se eu demitia a minha funcionária ou respondia as suas indagações, decidi de forma “salomônica” pelas duas opões!

Aí pensei melhor e lembrei-me de um “estadista” local que demite por impulso, bate em adolescente por impulso, bate em mulher por impulso, usa a máquina pública para enriquecimento pessoal por impulso, e muitas outras cositas por impulso. Eu não posso me equiparar ao que critico e condeno. Não vou agir por impulso. Pelo contrário! Vou responder publicamente a cada uma das perguntas e pedir que ela me ajude cada vez mais a “desconstruir” um tremendo preconceito que enfrento na sociedade local, que me julga não pelo que sou ou faço (até porque poucos realmente me conhecem!), e sim pelo que dizem ou disseram, sobre coisas ou fatos dos quais não participei, ou pior, sequer convivi.

A essência do preconceito é o desconhecimento e, a partir dele, o pré-julgamento que a grande maioria faz com relação a pessoas ou situações cujas atitudes baseiam-se no “alguém falou”, “ouvi dizer”, ou, pior, o “jornal publicou”. A maioria de nós tende a não se aprofundar nas informações em geral, até mesmo pela velocidade e quantidade que estas acontecem. Perdoável!

Bom, como tenho andado bastante ocupado e também não quero gerar posts longos e cansativos, vou responder as perguntas paulatinamente. Vou logo avisando: não vou falar “politicamente”, tipo: “Estou aqui para dizer ao povo… que pretendo… que prometo…” Sem demagogia!

Boa noite e bom fim de semana a todos!

DIÁLOGO SEM FIM…

04/12/2009

Charge do Sponholz

Este texto foi compilado dos anais do plenário da Câmara Municipal de Manaus, em discurso que proferi quando morreu o Senador Jefferson Peres. Lembro-me da reação emocionada de boa parte da platéia que ouviu atentamente as seguintes palavras. Subverti todas as regras de discurso para promover um monólogo batizado de “Diálogo sem fim“. Esta é uma reflexão que gostaria de deixar, principalmente às dúvidas que algumas pessoas manifestaram pela internet sobre política e políticos no Brasil. Peço paciência, pois no final deste longo post as coisas parecerão ter um pouco mais de sentido.

Como vai Jefferson, tudo bem? Estive pensando em fazer um discurso para homenageá-lo na Câmara, casa que abrilhantastes com sua passagem como vereador. Deixa… depois te conto minha idéia. Tenho te visto tão pouco ultimamente. Nosso último encontro foi no aeroporto quando, por coincidência, embarcávamos para Brasília no mesmo vôo. Cumprimentaste-me com teu olhar firme e satisfeito.

Aproveitei os minutos antes da chamada para embarque para engraxar meus sapatos. E o engraxate comentou que votou no senhor duas vezes para Senador e que tinha muito orgulho do voto que havia dado. Confesso que me senti orgulhoso por ti também! Mas, fiquei pensando, será que ele se lembra que a pouco mais de um ano o senhor disputou o cargo de Vice-Presidente da República? Eu não entendo até hoje porque os amazonenses não retribuíram com votos todo este orgulho que sentem por sua atuação.

Por que sorris Jefferson? Puxa vida, hoje deves estar cansado mesmo, nem quer se levantar… Ainda um dia desses estava relembrando a viagem que fizemos juntos para Humaitá. Visitamos o Batalhão do Exército, acompanhados pelo Lino Chíxaro. Toda aquela liturgia de oficiais e soldados perfilados prestando-lhe continência, e o Lino comenta, “toda esta formalidade é uma homenagem prestada a um Senador, um príncipe da República”. Depois, seguimos para um almoço com nosso correligionário do PDT, o advogado Terrinha, que comemorava seu aniversário. No retorno, sobrevoávamos a BR 319 e comentei que achava um erro investir no asfaltamento de uma rodovia construída sobre 600 km de uma várzea. E observamos juntos que era mais apropriado o Governo Federal aproveitar os “restos mortais” da rodovia para implantar uma ferrovia. Parece inclusive que o Eduardo Braga andou recentemente levantando esta idéia, que, aliás, foi colocada no programa de governo que defendi durante minha candidatura ao Governo do Estado em 2006. A exemplo das Escolas de Tempo Integral que juntos defendemos e, agora, o Eduardo, de forma ainda tímida, começa a implantar. Bem que tu me ensinaste, que “as idéias só são realmente boas, quando são maiores do que os homens que as tem…”

Mas, Jefferson, estás mesmo confortável? Não sei, nesta posição, deitado o tempo todo… A propósito, aquele projeto do Kassab, da poluição visual, que adaptamos juntos, está parado nas comissões da Câmara. Espero que antes do final do meu mandato nós consigamos aprovar. Bem que tu me disseste que ia dar uma polêmica imensa. Com paciência acho que vou conseguir. E Brasília? Que coisa desagradável! Uma bomba atrás da outra, uma insanidade coletiva entre os políticos está adiando as grandes reformas tão necessárias ao Brasil. Os debates estratégicos da reforma tributária e política vão acabar ficando para o período pós-eleitoral, perdemos mais um ano. Uma pena!

Senador. Permita-me fazer uma sugestão? O Congresso Nacional deveria discutir uma emenda constitucional que proibisse a reeleição no Brasil, em todos os níveis, não só para os cargos do executivo, mas também para o legislativo, de vereador a Senador. Tenho a impressão que isso acabaria com muitos vícios do nosso sistema democrático e estimularia a renovação permanente das casas legislativas. Isto acabaria fortalecendo a sua tese de “pragmatismo ético”. Esta é outra coisa que o pessoal confunde com defesa da moralidade.

Estás rindo de novo, mas é verdade! Muita gente acredita que moral e ética são princípios doutrinários ultrapassados, ou pior, usados como marketing “pessoal” de alguns políticos e, por conseqüência, soam como falso moralismo. Olha Jefferson, ainda me lembro da primeira conversa que tivemos após eu ter sido eleito Vereador. Você foi incisivo, ao me dar a minha primeira lição política: “Paulo, iludem-se os políticos que acham que o Brasil não está mudando. O povo cada dia mais começará a acompanhar a verdade. Portanto, o político moderno deve sempre falar a verdade, mesmo que isto lhe custe alguns dissabores. Em política você deve avaliar o momento certo de revelar algumas informações, opiniões ou idéias, e isto não significa omissão ou conivência, significa inteligência! Agora, uma vez decidido o uso da palavra, o que sair da tua boca tem de ser a verdade do seu pensamento. Assim você construirá a sua credibilidade. E por último, nunca perca a paciência, nunca, pois isso levará tempo para ser absorvido pela sociedade descrente dos políticos, estes conselhos são o que chamo de fundamentos da ética pragmática…”

Jefferson, sério mesmo. Esta tua posição nesta cama está me incomodando. Apesar de parecer que o senhor é fisicamente maior! Tem certeza que não preferes se levantar? Não queres continuar esta conversa no pátio da sua casa? Outra coisa que quero te falar, os assessores do meu gabinete ficaram impressionados com o senhor relendo, em pé, os “12 MANDAMENTOS DO BOM GOVERNANTE“, de sua autoria, que mantenho naquele enorme painel na recepção da minha sala. Eles ficaram orgulhosos de ver o autor olhando a obra e visitando nosso ambiente de trabalho.

Jefferson. Percebo que teus olhos estão fechados, estás pensando algo importante? Hoje, quero te poupar sobre minhas observações críticas em relação às bobagens que o Prefeito vem fazendo. Mas continua vivo na minha memória aquele artigo que publicastes na A Critica sob o título “Vou-me embora para Pasárgada” que inferes criticas elegantes a ele. Um puxão de orelha bem ao seu estilo. Aliás, quero que se lembres dos amigos, se lá estiver um dia!

Mas, que interessante esta tua cama. É de madeira, forrada e ornamentada com flores! Não durma Senador, ainda gostaria de te perguntar coisas importantes…

É acho que dormiu… Acho que vou ter que colher a tua assinatura de anuência para condecorá-lo com a medalha de ouro “Cidade de Manaus” em outra oportunidade.

Que sono pesado. Deve estar sonhando, passeando por Pasárgada…

Senhoras e Senhores Vereadores, servidoras e servidores desta casa, audiência aqui presente.

É comum ouvirmos por todo o país que a política brasileira está enxovalhada. Os políticos, salvo raríssimas exceções, decepcionam o seu povo… Pois é, o Senador Jefferson Peres era uma dessas exceções. Orgulho-me de ter compartilhado da sua convivência e orientação nestes últimos cinco anos, diga-se de passagem, justamente o período que estou na vida pública.

Justa é a homenagem que o país lhe presta! Só não posso concordar com alguns exageros, como as afirmações de que o Brasil perdeu e que a política já não será a mesma. Declarações de pura emoção, mas não necessariamente verdadeiras. Não senhoras e senhores, o Brasil na verdade ganhou com a vida e a dedicação de Jefferson Peres as causas nacionais. O Senado Federal pode até ter perdido um dos seus mais diletos e atuantes membros, mas em contrapartida, todos os homens e mulheres de bem deste país ganharam mais um herói.

Jefferson Carpinteiro Peres será, a partir de agora, nome de ruas, logradouros ou até praças. Será estudado e analisado por suas teses e comportamento, criticado por alguns e elogiado por muitos. Deixa a vida para tornar-se inspiração indo para um estágio superior.

Um legado de esperança para jovens políticos que, capitaneados por sua lembrança, acreditarão em um país melhor. Liderado por bons homens e mulheres que, no princípio da verdade e do que é certo, cuidarão de construir a cidade mítica de Bandeira. O Brasil dos nossos sonhos. Em algum lugar há de persistir a esperança que continuará batendo nos milhares de corações que em ti acreditaram.

Durma nosso pequeno grande homem, pois, só assim poderás viver nesta Pasárgada que almejamos também em nossos sonhos.

(cont.) Necessária mudança de conceitos…

01/12/2009

Desculpem a demora, estive bastante ocupado e não pude dar continuidade ao texto anterior no domingo, conforme prometido.

Mas vamos lá! Nosso recém formado dentista está desempregado. Como não lhe resta uma opção de emprego imediata, tem o nosso jovem profissional que montar o seu próprio consultório, ou seja, sua própria EMPRESA. Será que a faculdade preparou este ‘ex-aluno’ para isto?

Passo a passo vai ser necessário o jovem fazer o seguinte:

1. Um estudo de mercado para identificar qual a melhor área da cidade para implantar seu consultório, levando em consideração: público-alvo, demanda do local pelos serviços, análise da concorrência e, finalmente, identificar os aspectos ligados ao licenciamento e legislação urbana na área que escolher;

2. Terá que contratar um profissional para elaborar um contrato social (será que ele sabe o que é um contrato social de uma sociedade de quotas de responsabilidade limitada?), providenciar a inscrição na Receita Federal (e um CNPJ serve para quê?), depois a Inscrição na SEMEF/PMM para pagamento de alvará e ISS (sabe este jovem o que é isto?), e finalmente as licenças relacionadas saúde pública (finalmente, alguma coisa que estudaram aparece na frente deles, pelo menos eu acho!);

3. Após esta burocracia “administrativa” o jovem terá que dispor de CAPITAL próprio ou de terceiros (financiamento) para garantir o investimento em equipamentos, obras de adequação e capital de giro. Ou talvez, resolva nosso dentista optar por um contrato de Leasing (arrendamento mercantil) para adquirir seus modernos equipamentos de trabalho, afinal, poderá deduzir assim uma parcela considerável do seu Imposto de Renda, obviamente, se não optar pela modalidade de declaração fiscal do Lucro Presumido ou até mesmo, quem sabe, se aplica as regras do SIMPLES/Nacional. Será que eu estou falando grego para muita gente? A faculdade de Odontologia não ensinou isto? Que absurdo! Continuemos nossa epopéia empreendedora…

4. Superado tudo isto, vem finalmente às questões comerciais e de Marketing. Qual o preço ideal a ser cobrado pelos serviços? Qual o sistema de gerenciamento cadastral que vai ser utilizado? Que tipo de software de Marketing de relacionamento deve ser adquirido? Que tipo de propaganda pode ser usada? E a logomarca? Quais as cores do material de comunicação visual?

Ou seja, caso você, jovem, recém formado ou não, não saiba responder 100% das questões que levantei, ou mesmo não tinha (agora tem) as informações BÁSICAS que acabei de passar… ESQUEÇA! Muito provavelmente se você montar o seu próprio negócio, grande será a chance de você contribuir para a gravíssima estatística brasileira que diz que 74% de todas as empresas abertas no Brasil fecham as portas ao final do primeiro ano de funcionamento.

E sabem por que isto acontece? Simplesmente porque as UNIVERSIDADES não preparam nossos jovens para EMPREENDER, ter o seu próprio negócio, substituir as velhas e antigas práticas profissionais ligadas as relações trabalhistas tradicionais, que dão sérios sintomas de exaustão (vide índices de desemprego entre os jovens). O mundo mudou, a economia se transforma todos os dias e as Universidades deveriam estar a frente destas mudanças, mas parecem, na maioria, castelos da “fantasia” acadêmica, que mais se preocupam em faturar uma grana dos seus alunos, do que prepará-los para o futuro do mercado de trabalho. Quanto às públicas? Estas pior ainda! Vivem de tentar enxertar conceitos de “ideologias” fora da realidade que acabam por promover nos futuros profissionais muito mais frustração do que sucesso. Ressalvada raras e honrosas exceções, claro.