Violência generalizada – O que fazer?

No dia 26/10 escrevi sobre a violência em Manaus e perguntei a mim e aos poucos leitores deste blog: Você vai ficar de braços cruzados até quando? Vai esperar perder um filho, a mãe, o irmão?

Tenho três filhos, um recém nascido que por enquanto está bem protegido e a salvo, um de 27 anos que já sofreu a ação de um seqüestro “relâmpago” que durou quase DOIS dias, e outro de 23 anos que foi assaltado chegando ao meu escritório, já dentro da propriedade, às 11 horas da manhã, com um “três oitão” na cabeça. Graças a Deus, nenhuns dos dois ficaram com qualquer sequela física. Já psicológica…

O de 23 anos, logo depois do ocorrido, comentou comigo: “Pai, é muito difícil esta situação de ser ameaçado de morte por outra pessoa, armada… Você só pensa como é covarde esta atitude. A gente se sente roubado na nossa dignidade humana. É como se a vida nada valesse…”. Sei lá se as pessoas que me lêem já passaram pela experiência de ser pai ou mãe, mas, para mim, foi uma angústia escutar isso do meu filho. Senti um amargo na boca e uma sensação de impotência total diante da situação.

Eu fico imaginando, e acredito não conseguir mensurar, o desespero de quem já perdeu para a violência algum ente querido. Estes sim têm uma dor que nunca vai passar.

Semanas atrás todos os jornais noticiaram o assalto em uma casa de caridade de propriedade da Igreja Católica, logo depois o assassinato de um Padre a sangue frio (latrocínio), a invasão e roubo da casa do Cônsul da Grécia em Manaus e Presidente da Federação do Comércio, etc. O que mais me impressionou foi constatar que ninguém se abala mais!

BASTA! EU VOU TER ATITUDE. Eu não vou mais ficar de braços cruzados. Agirei com as “armas” que possuo para tentar colaborar com a redução da violência. Sei da complexidade do problema e de suas possíveis soluções, não vou mais ficar parado. Em meu próximo artigo contarei minha idéia.

paz

Hoje, dia de finados, dedico meus pensamentos e homenagens a todos os que tombaram nesta Guerra da Covardia e da Incompetência dos poderes públicos que não conseguem garantir nosso constitucional DIREITO A VIDA.

Fiquem com Deus!

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Uma resposta to “Violência generalizada – O que fazer?”

  1. MARCELO BARROS Says:

    Olá Paulo td bom?

    Primeiramente, parabéns pelo teu blog. Acho que vc, independentemente de colorações partidárias ou pensamentos divergente, é uma voz a ser ouvida pela tua perspicácia política, teu preparo e experiência.

    Mesmo hj estando fora de MANAUS, pois estou servindo a Liderança do PDT no Senado Federal, fico alarmado com essa pirotecnia midiática que esse atual governo estadual faz. Temos hj a sede de uma copa do mundo mas me questiono se todo este investimento produzirá resultados verdadeiros em relação a qualidade de vida da nossa gente?

    Eu concordo com vc qdo fala que a Saúde está um caos, que a educação do amazonas é defasada e que outros problemas decorrentes deste panorama estão em escala alarmante. Pq não 1500 escolas de tempo integral ao molde dos CIEPs do Brizola? Seria mto mais barato do que cometer um carnificina com os nosso jovens nas nossas periferias e beiradões.

    Desejo a vc sorte, sucesso e sabedoria sempre nesta missão. Acho que o grande problema do nosso Estado é a inércia mentecapta de nossos governantes. Concordo com vc que o Senador Jefferson Péres faz falta.

    Conte conosco aqui em Brasília

    Respeitosamente e Fraternalmente

    MARCELO BARROS
    GABINETE DA LIDERANÇA DO PDT
    SENADO FEDERAL
    BRASÍLIA – DF

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